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terça-feira, 16 de abril de 2013

Rosana Parte II


Antes de tudo você precisa ler o início de tudo:



Uma das crianças que estava observando não quer esperar para ver o que acontece e corre de volta para a cidade. Segue em prantos direto para o padre e conta tudo o que estava acontecendo, dali segue pro pequeno bar, para a farmácia e vai correndo a cidade espalhando a notícia. Não demora muito a se juntar uma pequena multidão que marcha triunfante em direção à casa da bruxa.



Os homens mais novos e mais fortes vão na frente, cheios de hombridade e coragem. Mas ao chegarem perto da tosca cabana começam a ouvir estranhos barulhos. São gritos de desespero e de dor. São gritos animalescos e guturais de puro ódio. São risadas macabras e demoníacas. São barulhos de multidões sofrendo com se tivessem aberto os portões do inferno.

Tão rápido foi a multidão, tão rápido se desorganizou. Ninguém queria ir averiguar o que estava acontecendo. Começa uma discussão para ver quem seria o batedor e iria na frente. Os ânimos de exaltam e já estava começando a gritaria.

Um choro de criança ecoa da sombras das árvores, barulhos de ganhos quebrando, uma movimentação na penumbra. Uns 3 marmanjos fugiram de medo.

Sai uma garotinha, que estava no grupo de crianças a observar o que acontecia na janela. Ela estava pálida, sua boca roxa e o olhar catatônico. Seus olhos e ouvidos sangravam. Passado o primeiro susto as pessoas correm para socorrer a pobre garota.Tentam reanima-la sem sucesso. ela estava em um estado vegetativo e apenas balbuciava "ele tem fome... ele tem fome..."

Subitamente, silencio. Não há mais gritos, não há mais risadas, não há mais choro. A crescente apreensão que tomou o ambiente era quase palpável. todos olhavam para todos os lados, atentos à qualquer coisa.

A porta da casa se abre lentamente. Aquele típico rangido de porta velha abrindo preenche o ar. Uma coisa é jogada no meio da multidão que entra em panico quando descobrem que se trata da cabeça maltratada de Abgail.



Gritaria.

Rosana está parada à porta. Estava um pouco curvada com a camisola simples tingida de vermelho. Suas mãos e seu rosto igualmente cobertos de sangue. Ela segurava uma das crianças, agora uma massa disforme de carne e ossos, pelo pé. Ela sorria. Ninguém ousava nem respirar. O silêncio era angustiante.

Em sua mente Sallos cantava, ele estava logo atrás de Rosana que não conseguia resistir. Ela tinha que dançar.

Ela grita com uma voz que não era dela. Soava demoníaca: "TENHO FOME!" e avança direto para a multidão e o caos reina em meio ao pequeno destacamento de corajosos e, principalmente, curiosos. Ela arranha, morde, bate com toda a sua fúria sem ver à quem. As pessoas tentam correr e se defender e no meio da confusão muitas pessoas são pisoteadas.

A outrora frágil Rosana parece agora ter a força de 10 homens. Ninguém consegue detê-la, até em um momento ela pega uma criança que chora desesperada. Aquele som perece ter tirado Rosana daquele estado bestial e ela vacila por um momento.

Foi tempo suficiente para ter seu peito trespassado por uma lâmina. Os olhos de Rosana se tornam vermelhos como em brasa e a razão a abandona novamente.

Ela se vira para ver quem foi seu agressor. Era o filho do prefeito. O garoto mais popular e sádico entre os jovens. Era o que mais maltratava e o que pregava as piores e mais dolorosas/vexatórias peças nos mais fracos e esquisitões.

A visão daquele rosto foi como uma inveção de ódio em Rosana que num golpe rápido e certeiro agarrou a traqueia do garoto e sem dificuldades a torceu num sonoro estalo. A multidão vê o jovem rapaz se contorcendo, tentando se agarrar ao que lhe restava de vida. Sem sucesso. Seu pai gritava e tentava reanimar o cadáver em seus braços.

Quando se dão conta, Rosana havia fugido e todos seguiram seu rastro. Ferida e cansada ela segue para o único lugar que faria sentido em sua mente. Seu lugar secreto, seu esconderijo seguro. O roseiral.

Rosana se esconde nas sombras entre a densa mata, entulho e galhos, Sallos está do seu lado, ele faz um carinho no cabelo da garota assustada.



- O que aconteceu comigo? disse Rosana chorando. Eu não sou um monstro! Eu não fiz aquilo!!

Pranto.

Sallos olha diretamente em seus olhos e diz: 

- Sim, minha cara. Você não é um monstro, mas pertence à um!

E começa a rola no chão rindo.

- Você não entendeu? Pode até ter voltado à razão mas você... é... minha... 

Rosana estava cansada e ferida. Sem forças até para falar. Ela simplesmente deitou a cabeça no colo de seu único "amigo" e desistiu. Ele entendeu.

Sallos acariciando os cabelos sujos de Rosana começou a recitar algumas frases bem baixinho. Algo que Rosana não entendia, mas para ela soava como uma cantiga de ninar. Aos poucos ela foi perdendo a consciência e tranquilamente ela se entregou à inconsciência. Ela só queria descansar.

Sallos viu quando o último traço de racionalidade de Rosana se extinguiu e baixinho disse ao beijar sua testa. 

- Agora seu corpo é meu. E minha fome é sua. Levante minha pequena besta e vamos comer!

Se alguém visse Rosana naquele momento iria congelar de medo. Ela ficava de quarto com a coluna estranhamente torta. Seus membros pareciam desproporcionais à seu tamanho. Seus olhos eram de um vermelho vivo e seus dentes e unhas pareciam de um grande felino. Alguma coisa chama atenção de Rosana.



A multidão chega ao Roseiral com grande alvoroço, muitas pessoas falando, muitas tochas e lampiões. Aos poucos as pessoas foram se espalhando. Grande erro.

Na escuridão da noite gritos desesperados diziam que Rosana estava atacando os mais desatentos. Houve um breve início de confusão de novo mas o prefeito, movido à vingança pela morte prematura e cruel de seu filho, conseguiu reorganizar os poucos que sobraram.

"Se essa criatura é uma encarnação do inferno. Que ela queime como tal!"

E começou a incendiar as rosas e o matagal. Os outros homens fizeram o mesmo cercando Rosana num grande anel de fogo.

Iluminada pela luz do fogo eles viram ela montada em cima do cadáver de um jovem rapaz, lambendo avidamente sua mão suja de sangue. Ela não tentou fugir, simplesmente ficou ali encarando as pessoas enquanto o fogo chegava perigosamente mais perto.



O fogo rapidamente saiu do controle e se tornou um gigantesco incêndio. Não sobrou nada, apenas cinzas e os corpos queimados das vítimas de Rosana. Já seu corpo jamais foi encontrado.

Hoje a cidade cresceu, cheia de automóveis, engarrafamentos, pessoas e arranha-céus. A história de Rosana se tornou folclore local, uma história que as mães contam para seus filhos se comportarem. Mas alguns poucos, principalmente os mais antigos, sabem que a cada ano algumas garotas e garotos de 15 anos desaparecem misteriosamente e em todos os casos está, como uma assinatura macabra, uma rosa vermelha.


segunda-feira, 1 de abril de 2013

Duas almas

[Escrevi esse texto baseado no primeiro capítulo de uma série chamada 13 medos (disponível no NETFLIX, beeem ruizinha ahahah) e também aproveitando o dia da mentira]

Hoje é um dia especial.

Pedro e Carol completam hoje sua segunda década de casamento. Estão todos ansiosos, Pedro preparou uma noite especial para sua amada mulher. A muito tempo eles não tem uma noite tranquila, sem os seus filhos para atrapalhar, Miguel de 17 anos e Ana de 8.

Tudo estava combinado, Miguel já era um rapazinho e iria tomar conta da casa e de sua irmãzinha. 

Carol está com um mau pressentimento, coisa de mãe. Ela quer avisar aos vizinhos que vão sair mas Pedro a acalma. Eles moram em um condomínio seguro e tranquilo, e como eles são novos na vizinhança não conhecem os vizinhos. Ela acata e se acalma.

No caminho o casal conversa animado. Pedro fazia suspense sobre o que tinha planejado para essa noite especial. Carol desiste de tentar descobrir a surpresa quando começa a tocar a música deles no rádio. Ela fica toda animada e acaricia o marido com amor. Eles estão felizes.

Carol começa a retocar a maquiagem e Pedro começa a observá-la. Como é linda, como a ama mesmo depois de tantos anos de casados. Ele fica encantado, sua mulher parece que emite uma luz própria.

Uma luz forte envolve o casal. Faróis vem em direção contrária e o consequente choque. Carol é arremessada pelo para-brisa seu corpo pousa ensanguentado no capô retorcido da pickup afrente. Pedro foi protegido pelo cinto de segurança, mas a colisão foi forte e fica dificil se manter consciente. 

Antes de apagar, Pedro observa o outro motorista. Um homem branco, de cabelos pretos e uma grande cicatriz cruzando o lado esquerdo do rosto. Aos poucos a vida deste indivíduo se esvai, e Pedro se entrega à inconsciência.

O casal está feliz conversando animadamente no carro. Pedro observa sua mulher, como ela é bela, como a ama mesmo depois de tantos de casamento. Carol para de se maquiar e diz "olhe para a estrada" Pedro parece hipnotizado e Carol grita diversas vezes "olhe para a estrada" e começa a chorar sangue.

Pedro preocupado limpa a face de sua amada, incrédulo. Olha para os seus dedos... sangue??? Quando ele vai perguntar para Carol ela está completamente ensanguentada e deformada. "OLHE PARA A ESTRADA".

Susto. Desorientação. Escuro. Onde estou? Parece um hospital...

Pedro, apesar de sobreviver, estava muito ferido. A colisão frontal foi em alta velocidade.

O médico faz algumas perguntas de rotina para garantir que não havia sequelas cerebrais ao paciente, visto que estava em boas condições chamou um estranho. Era um agente da policia que veio pegar esclarecimentos. Pedro não gostou muito, não queria conversar mas não teve muita escolha.

- O senhor se lembra do que aconteceu?
- Eu estava com a minha mulher no carro, tocou nossa música no rádio e não me lembro de mais nada.
- O senhor trafegou pela contra-mão, e na curva colidiu de frente com uma pickup que vinha no sentido contrário
- E minha mulher!!! ONDE ELA ESTA???
- ....

Pedro chora, se sentia culpado. Por que ela e não ele??

O policial continua:

- O senhor por acaso conhecia o homem do outro carro?
- Não! Como poderia conhecer??
- Ele era procurado pela polícia de 8 Estados...
- Eu... não me sinto bem...
- Entendo, me desculpe...

Assim que o policial fecha a porta Pedro cai no sono. Não se sabe por quanto tempo ele dormiu, quando acordou tarde da noite o quarto estava escuro e ele morria de sede. Tateou pela mesinha ao lado da cama tentando encontrar um copo quando ouve "procurando por isso?"

No canto do quarto um homem estava sentado, segurando o copo de forma delicada. Ele era muito elegante, vestido num justo terno preto, sua fisionomia não era muito visível pois as sombras cobriam seu rosto, mas dava para notar que sua tez era pálida.

O estranho se levantou e serviu Pedro que bebeu devagar e desconfiado tentando reconhecer aquele indivíduo.

- Pedro, Pedro... Você fodeu tudo não é mesmo?
- Como? Quem.... é você?
- Sua mulher está morta e por culpa de quem? (dá um tapinha no ombro machucado de Pedro)
- Saia daqui seu desgraçado, ou eu vou chamar a enfermeira!!

Pedro começa a apertar o botão para chamar a enfermeira ou alguém mas nada acontece. O homem ri, arranca da mão de Pedro o botão e o começa a apertar também e faz uma cara de deboche dando de ombros.

- Você amava sua mulher, Pedro?
- Mas é claro!! Eu faria tudo para salvá-la...
- BINGO!! Resposta certa!! E se eu te dissesse que há uma forma de salvá-la?
- Você é louco ou sádico?? Ela está morta! É claro que não....


Alguém toca a mão de Pedro. Quando ele olha não acredita em seus olhos. Era Carol sorrindo pra ele, linda e radiante! Pedro tenta perguntar algo ao estranho indivíduo, mas ele tinha sumido. Um aperto em sua mão. Não era Carol era aquele homem.

- Quem... Quem é você?

O estranho se aproxima um pouco, a luz parece fugir de seu rosto mas Pedro conseguiu notar os olhos estranhamente negros.

- Ah Pedro... Você é um cara inteligente, não faça perguntas que já sabe a resposta. Veja, eu posso trazer sua mulher de volta, e você ainda poderá salvar a vida daquele homem que morreu no acidente. Pense bem... Duas almas...
- Em troca do quê??
- Eheheh... Duas Almas....(resmunga alguma coisa...)
- Em troca do que????
- Isso é mero detalhe, você não precisa saber...

Pedro está atormentado, mas é a única chance de salvar sua amada. Redimir seu erro, tão pequeno, mas com consequências tão colossais... Ele estava disposto a dar sua alma ao demônio pelo seu amor! Ele não se importava mais consigo mesmo.

- Do que você precisa?
- Digamos que eu sou um cara... moderno. Relaxa, não precisa assinar um contrato em papiro com seu sangue isso é tão brega! (solta uma risada)
- E o que eu faço? Um beijo?
- Você não é meu tipo. E pare de assistir seriados! Eles são mentirosos!! (outra risadinha) Apenas diga "de acordo" e me de um entusiasmado aperto de mão. Imagine que sou um vendedor e você acabou de comprar o carro dos seus sonhos para viajar com sua esposa!! Ops.... (ele tava a boca de um modo debochado e gargalha novamente.)

Pedro estende a mão.
- De acordo...
- O que, eu não ouvi-iii... ANIMO!!
- DE ACORDO!

Apertaram as mãos.

Escuridão. Estrada. Música. Risada.

- Olha amor!! Nossa música está tocando no rádio!!

Pedro demora a se orientar. Ele está no carro. Sua mulher está retocando a maquiagem. Não é possível!! Deu certo!! Ela está viva!!

Carol pergunta à seu marido se está tudo bem, ele ficou estranho do nada. Aconteceu alguma coisa? Não meu amor! Diz ele com uma risada nervosa... Ele parece apreensivo, como se algo fosse acontecer...

Quando uma velha pickup vem na direção contrária, Pedro solta um suspiro nervoso e diminui a velocidade e parece que só volta a respirar quando o outro carro está longe. Ele encosta o carro.

- Você está bem Pedro? O que está acontecendo contigo
- Sim!! É que eu....você..... Eu te amo!!! Mudança de planos!
- Como? E a surpresa?
- Ah.. surpresa tive eu!! Vamos pra casa, eu vou cozinhar para você, a gente curte um pouco as crianças e depois tomamos um demorado banho de banheira.
- Mas você não queria...

Pedro a interrompe com um beijo lascivo e dá meia volta sorridente. Carol não entende nada mas estava gostando da animação do marido.

Chegando em casa Pedro é tomado de um mal pressentimento. Em frente à sua casa ele cruza novamente com aquela velha pickup. Eles passam devagar lado a lado. Pedro nota a grande cicatriz no rosto do homem. Definitivamente era o cara que ele tinha batido... O homem da pickup o encara com um olhar frio e vazio. Algo está errado.

Pedro estaciona o carro e desce correndo. A porta está aberta? Ele entra desesperado.

Carol ainda está entrando em casa quando ouve Pedro gritar em desespero do quarto de seus filhos.

***

O policial pergunta para Carol o que aconteceu, ela não sabe explicar. Ela está muito nervosa, chorando descontroladamente e não consegue falar direito. Mostram para ela uma foto de um homem branco, cabelos pretos e uma grande cicatriz cruzando o lado esquerdo do rosto.

Dois enfermeiros cochicham entre si
- Era esse o homem?
- Ela não viu. Só se lembrou de ter notado a cicatriz grotesca.
- Esse homem é procurado em vários estados. Ele é um serial killer cruel. Sempre tortura antes de matar. São tantas vítimas que já não se tem mais uma proporção de quantas vidas ele já tirou. Sempre crianças...

O policial se aproxima de Pedro.

- Desculpe senhor mas precisamos que...
- Duas almas por.... 
- O quê?
- Duas almas....

Pedro estava sentado na escada balançando e balbuciando baixinho. Quando o policial tocou em seu ombro ele diz com um riso estérico de quem entendeu uma piada macabra.
- Duas almas por duas almas...Duas almas por duas almas...Duas almas por duas almas!!!!

domingo, 17 de março de 2013

ALMA



Essa creepy eu fiz baseada num curta um tanto antigo até... Dessa vez nao postei nenhuma imagem pois uma amiga muito talentosa ficou de ilustrar o texto pra mim. Assim que ela me entregar eu já posto aqui. (Desculpe à ilustradora, eu nao aguentei esperar e vou postar)


Eis o video que inspirou o texto.




Uma menininha brinca sozinha nas vielas desconhecidas do subúrbio da cidade. Como é legal o inverno, ela pensa. A neve dá muito mais diversão Às brincadeiras.

Ela tenta esconder, mas está chateada. Hoje nenhum dos coleguinhas podia sair para brincar. As mães estão assustadas...

Está acontecendo uma onda de desaparecimentos de crianças. As autoridades não temnenhuma pista do captor. Aulas foram suspensas e os parquinhos, antes lotados e barulhentos, estão desertos.

Mas aquela garotinha era corajosa (e desobediente) saiu de casa pela janela do quarto enquanto fingia que estudava. E agora, sozinha na rua, procurava algo divertido para fazer.

A entediada aventureira andando distraída acabou entrano num beco que nunca vira antes, alguma coisa ali chamava a atenção... A curiosidade falou mais alto e ela foi observar mais de perto.

Nesse beco havia um muro todo riscado com inúmeros nomes, que pela caligrafia, eram de crianças. A garotinha viu o nome de alguns coleguinhas e isso a deixou bem chateada. Por que ninguém me falou desse lugar antes? Saudade. Ela não via seus amigos a muito tempo e não entendia bem o motivo. Os adultos nunca contam as coisas para as crianças.

A garotinha encara o muro e uma vontade irresistível  de escrever seu nome ali cresce dentro dela. Por sorte havia um giz ao pé do muro e um espaço bem destacado em branco.

Com todo o cuidado para sua letra sair bem bonita ela começa a desenhar bem devagar...

A.....L.....M.....A....

Ela olha triunfante seu nome bem grande, bem bonito e bem no meio do muro, destacado.

Um estalo  às suas costas a assusta.

Alma não tinha notado... mas havia uma loja naquele beco. Sua fachada era de madeira e a vitrine tinha a forma de uma grande boca aberta com os dentes à mostra. Mas, espera... o que é aquilo? uma... Boneca?

Maravilhada, Alma vê na vitrine uma boneca exatamente igual a ela. Os mesmos cabelos claros curtinho, os mesmos olhos azuis, até as sardinhas no nariz!! A boneca estava usando o mesmo vestido estampado, com botinhas e gorro. Era incrível demais para uma criança!

Ela tenta abrir a porta e para sua frustração está trancada. Tenta e tenta sem sucesso. Frustrada ela pensa "daria tudo para entrar..."

Click...

A porta se abre lentamente...

Alma dá um passo para trás e espera alguém sair. Nada acontece. Ela começa a ouvir bem baixinho, um som distante... alguém chamando pelo seu nome. Alma caminha relutantemente para a porta entreaberta e a empurra devagar. De longe ouve seu nome. A Visão deixou a criança fascinada. Quem a está chamando?

A loja era pequena mas estava cheia de várias bonecas de todas as formas e estilo. Eram todas lindas!

Ela conseguia ouvir o seu nome mais alto, parecia mais perto.

Tentou dar o primeiro passo para dentro da loja mas um forte puxão e um grito a assustou!

ALMA O QUE VOCÊ ESTÁ FAZENDO AQUI?

Era a sua mãe desesperada! Quando foi levar um lanche para a filha e viu o quarto vazio e a janela aberta saiu em disparada pela cidade.

Alma quase morre de susto. Mas o mais assustador foi ver a expressão da mãe. Será um castigo severo na certa! Tentou mostrar para a mãe a boneca da vitrine mas estava vazia. Em casa, depois da bronca homérica Alma não conseguia parar de pensar na loja. Ao dormir sonhou que as bonecas eram vivas e que elas brincavam a noite toda.

Dias se passam e a Mãe preocupada com o confinamento e a crescente ansiedade da filha, resolve chamar algumas amigas (com seus filhos) para um chá e um momento de bate papo. Assim as mães colocam os assuntos em dia e as criança podem se distrair um pouco.

A assunto dos adultos entre as xícaras de chá e bolachas invariavelmente foi a preocupação pelos desaparecimentos das crianças que até o momento continuava sem explicação. Já entre as crianças, Alma se gabava da sua descoberta daquele lugar maravilhoso. Nenhum dos coleguinhas conheciam aquele beco e muito menos a loja de brinquedos.

O primo de Alma, Pedro, era o mais velho da turminha e disse que no dia seguinte teria de ir ao mercado comprar algumas verduras para a mãe e no caminho aproveitaria para conferir o beco e ver o que mais descobria.

No dia seguinte Alma vê sua tia chegando e desce animada para ter as notícias do primo. Quando chega na sala ve a tia chorando e sua mãe tentando consolá-la. Sem entender bem o que se passava subiu para o quarto e decidiu que ainda hoje voltaria àquele lugar!

Aproveitando que sua mãe, pelo visto, ficaria muito tempo ocupada com sua tia. Alma saiu dessa vez pela porta da cozinha e correu até o beco! Para sua sorte a porta da loja estava aberta e ela entrou confiante. Quantas bonecas, quantos brinquedos mas nenhum atendente, era apenas ela e o silêncio.

Andando devagar ela chuta algo, era o boneco de um meniniho montado num pequeno tricíclo. O boneco parecia movido a corda e começa a pedalar. Alma o coloca no chão para ver até onde ele vai e o boneco dispara em direção à porta que se fecha segundos antes dele atravessar. O boneco fica batendo na porta. Chato! pensou Alma!

Olhando em volta ela vê um bonequinho idêntico ao seu primo Pedro. Ela pega com cuidado e parece que boneco era de corda também, ele ficou mexendo a cabeça para um lado e para o outro, numa constante negação. Alguns bonecos começaram a se mexer também. Ou movimentando a cabeça, outros apenas os olhos, alguns que andavam se juntaram ao boneco do triciclo na porta.

De repende Alma vê a "sua" boneca. Estava lá em cima na prateleira, e olha que legal! até mudaram a roupinha dela. Está igual a minha de novo! Sem pensar duas vezes Alma começa a escalar as prateleiras mas está difícil alcançar a boneca. Ela se estica, estica e com muito esforço consegue tocar a boneca...

Silencio...
Escuro...

Alma "acorda" mas algo está errado ela não consegue se mexer. Parece que ela está atrás de um vidro, sua visão está estranha... Há um pequeno espelho na parede contrária e para seu desepero ela vê apenas a "sua" boneca. Ela demora para entender mas se dá conta que... Ela É a boneca!! As outras bonecas encaram a recém chegada, e, apesar de não terem expressão, você poderia ter certeza que elas estavam todas.... chorando...

Um click.
As bonecas ficam agitadas...
Algo se move na vitrine... Tem uma nova boneca...

Uma garotinha ruiva de vestidinho florido corre atrás do seu cachorrinho que fugiu. Ela entra num beco, mas que nunca viu antes... O cachorrinho sumiu, só há um velho muro com vários nomes escritos... pela caligrafia parece ser de crianças... Cresce na ruivinha uma vontade enorme de deixar seu nome ali também... Olha que sorte! Tem um giz bem ali!
Tem um espaço bem destacado bem no meio do muro e é ali mesmo que ela põe sua marca!

Um estalo às suas costas a assusta. Quando ela se vira para a vitrine fica impressionada! Tem uma loja de bonecas aqui? Olha! Essa boneca é igualzinho a mim!!!

sexta-feira, 8 de março de 2013

Rosana parte 1


Existe uma história numa certa cidadezinha interiorana que existia uma menina "diferente". Coisas inexplicáveis e estranhas aconteciam ao seu redor constantemente. Todos da cidade diziam que sua mãe tinha feito um pacto com o diabo no dia de seu nascimento. Sua mãe, Abgail, pode-se dizer que era a curandeira da cidade (mas era mais procurada -em segredo, lógico- por pessoas que procuravam causar o mal à um desafeto, ou que procurava por vingança ou um jeito de prender um amor não correspondido) ela era muito cruel, perversa e odiada por toda a cidade. Já essa menina "diferente", Rosana, era bondosa, meiga e delicada.

Abgail era cruel

Rosana era maltratada diariamente por sua mãe que lhe batia, gritava, castigava . Não era diferente para a pobre moça fora de casa. Na cidade era hostilizada pelo moradores, expulsa de lugares públicos e constantemente insultada pela rua.

Rosana sempre viveu em solidão


Apesar da solidão e pesar no coração Rosana tinha bondade em si. Ela sempre ajudava os mendigos e cuidava dos loucos, os únicos que não a maltratavam. Ela tinha um lugar secreto - que toda criança têm -  era um grande roseiral que ficava escondido em um terreno abandonado nas margens da cidade que ela descobriu por acaso e desde então cuidou e cultivou sem que ninguém desconfiasse. As rosas vermelhas eram as suas preferidas. Para Rosana seu jardim era a única beleza que existia em sua vida e única fonte de bem estar e prazer. Era onde passava grande parte dos seus dias a chorar seu sofrimento solitário e desabafar com seu único amigo.



Sallos era o único que entendia Rosana, ele era um menininho pálido, cabelos pretos e olhos completamente negros. Rosana achava estranho ele sempre usar vestido (sua mãe falava que se chamava toga) mas não se importava muito.

Eles sempre brincavam juntos, e quando alguma outra criança maltratava Rosana, Sallos a defendia. Ele pregava muitas peças nas crianças, lhes dava sustos e sempre falava que "ia comer a alma" daquele menino abusado ou daquela menina mimada que magoava sua amiga. Rosana nunca entendeu e achava graça.

O mais legal de Sallos é que ninguém podia vê-lo, apenas Rosana e Abgail.
Únicos amigos

O tempo passa e Rosana conta agora com 15 anos. Pouca coisa mudou nos últimos anos. Os maus tratos, a tristeza permaneciam uma constante. Sallos estava cada vez mais estranho, sempre falando coisas ruins, de vingança, de maltrato aos outros, de morte. Rosana tinha medo e não se deixava contaminar pelo ódio de seu amigo. Ela tinha esperanças de sair daquela cidade miserável e começar a vida do zero em outro lugar longe dali! Até que em certa noite algo assustador aconteceu...

Rosana acorda suja de sangue. Sua cama e seus lençóis estavam tingidos de vermelho. Ela grita desesperada pela mãe. Quando Abgail entra no quarto com uma expressão severa pronta para mais uma bronca, ao ver o sangue na cama, seus olhos brilham de satisfação.

"É a sua menarca, Rosana. Finalmente chegou a hora do ritual"

A menina é arrastada até a mesa da sala e amarrada e amordaçada. Abgail começa a andar pela casa juntando quinquilharias para o ritual balbuciando algumas palavras numa língua estranha. Sallos apenas fica ao pé da mesa olhando fixamente para Rosana, seus olhos tinha a cor de brasa viva e ele ostentava um sorriso perverso. Rosana apavorada, olha suplicante para sua mãe, jamais viu o seu rosto daquela forma tão deformada. Um misto de prazer, ódio e pura maldade.

Abgail sussurra no ouvido da filha:
-15 anos aturando sua existência miserável. Finalmente valerá a pena, sua criança imunda! Irei tomar para mim sua juventude e voltarei a ser vigorosa e bela mais uma vez!! E começa a rir descontroladamente.

Sallos então completa:
-Quando você nasceu, sua querida mamãe consagrou sua alma à mim, Sallos poderoso Grande Duque do inferno, que comanda trinta legiões de demônios, em troca de poder, conhecimento e juventude. Não há nada que você possa fazer, seu sofrimento está apenas começando."



A voz de Sallos não soou meiga e infantil como sempre fora. Dessa vez soou gutural e demoníaca, era como se todas as legiões de demônios falassem pela mesma garganta.

Rosana não teve reação encarou o sorriso malicioso de Sallos, seu único amigo, o único que a entendia, o único que a aceitava... Na verdade ele estava fingindo o tempo todo! Rosana desistiu de lutar. Fechou seus olhos e lembrou de todos a mágoa que vivera até ali. A vida é cruel, as pessoas são cruéis. Por que tentar ser boa se tudo o que aprendeu foi sofrimento. Todos.... merecem... paguar....

E a minha moeda será em sangue.

Um crescente ódio tomou conta de sua mente e seu corpo e ela fez algo que até então temia profundamente. Deixou o ódio fluir. Em sua mente ela pediu com todo o desprezo e raiva acumulados para Sallos que se ele quisesse almas, que a poupasse. Rosana ouve apenas uma risada.

Em cidadezinhas pequenas não há muito o que fazer, os jovens inventam diversões com o que lhes é disponível. E sempre escolhem as mais perigosas. A diversão naquela noite era atazanar a noite da velha bruxa e sua filha estranha. Eles chegam de mansinho pela escuridão da noite. O grupo de 5 adolescentes querem pregar uma peça e jogar bombinhas dentro da casa. Quando estão chegando perto elas ouvem os gritos de Rosana e uma movimentação estranha.

Atônitas elas observam escondidas na janela Rosana amarrada numa enorme mesa e a velha bruxa correndo pela casa e pegando vários objetos estranhos, depois os organizando em volta da mesa, fazendo desenhos estranhos nas paredes, no ventre de Rosana e embaixo da mesa.



O grupo estava assustadíssimo quando para sua surpresa Rosana simplesmente se solta das amarras da mesa e investe contra a sua mãe com olhos de puro ódio animalesco.


CONTINUA.....

segunda-feira, 4 de março de 2013

Análise de filme: Faces







Hyun-min trabalha para a polícia como perito em reconstruções faciais, examinando, remontando e interpretando crânios. Sua filha sofre de problemas cardíacos e é submetida a um transplante de coração, e como sua condição se deteriora, perde o interesse em seu trabalho. Hyun-min suspeita de que a doença de sua filha depois que a operação é causada pelo coração, embora seu médico, Dr. Yoon, diga-lhe que sua filha está passando por complicações pequenas e previsíveis.



Atormentado, Hyun-min encerra seu trabalho para cuidar de sua filha de tempo integral. Enquanto isso, a polícia está lidando com uma série de casos de assassinatos bizarros, onde a vítima teve todo o seu corpo dissolvida com ácido, deixando apenas os ossos para trás. Sun-jovem traz o crânio da vítima quarto para Hyun-min, na esperança de que ele vai ser capaz de reconstruir o rosto. Com o crânio em sua casa, a sua filha começa a experimentar visões de uma mulher perturbada com uma túnica branca.



Hyun-min reconstrói o rosto da vítima, e logo descobre que todos eles sofriam de uma doença (fictício), conhecido como 'beta-alergia ". Testes revelam que a filha Hyun-min tem a doença, o que significa que ela pode ser a quinta vítima. 

Romance floresce entre Hynu-min e Sun-young, e durante suas investigações, eles descobrem uma conspiração de transplante de órgãos: As vítimas de assassinato foram mortas por partes de seus corpos, e torna-se evidente que o Dr. Yoon sabe mais do que ele está deixando diante.

Nota do filme: 8/10


Esse filme vale a pena ser assistido. O desenvolvimento da trama tem um ritmo próprio mas muito adequado. Os fatos e acontecimentos surgem no momento certo e o climax se mantém durante todo o filme. Os personagens são muito bem construídos, e fugindo um pouco dos padrões de filmes orientais (principalmente coreanos) a interpretação dos atores é fantástica.



É muito bacana como é retratado o ofício da perícia em crânios, os procedimentos são mostrados de forma bem detalhada mas sem deixar o filme enfadonho. O filme te mantém interessado, durante toda a ação do filme ainda tem essa "novidade" para acrescentar.



As cenas de terror propriamente ditas são espetaculares. Todos sabemos que os filmes orientais trazem um terror mais psicológico que cenas chocantes. Esse filme não foge à regra, as aparições do fantasma da mulher, os sonhos de Hynu-min são de uma carga emocional pesada e condizentes com a trama.



O final do filme não é surpreendente, mas também não é 100% previsível, eu fui pego de surpresa em algumas revelações derradeiras e elas fizeram todo o sentido no contexto. Não senti nenhuma ponta solta ou  nenhuma ideia forçada, deslocada no enredo.

O filme está dispónivel no Netflix =)

terça-feira, 26 de fevereiro de 2013

Análise de filme: Into the Mirror





O ex-polícia Yeong-min era conhecido e renomado pelas suas façanhas na corporação e principalmente pela sua perícia em tiro. Contudo em uma situação de reféns em que  por erro, culminou na morte de seu parceiro. Culpado e assombrado pelo passado ele se entrega à solidão e ao alcoolismo.


Em breve ocorrerá a reinauguração de um grande centro comercial, palco de um terrível incendio anos atrás. Yeon-min é chefe de segurança do complexo, por um favor de seu tio que lhe oferece o cargo. Mas alguns dias antes do grande evento ocorre uma morte misteriosa de uma funcionário no banheiro. A polícia está convencida de que se tratou de um suicídio, mas a intuição de Yeon-min e sua experiencia dizem o contrário. Até que começam a ocorrer uma série de mortes misteriosas. A mídia dá ampla cobertura ao caso, a policia está sem rumo enquanto isso Yeong-min resolve investigar por conta própria. Seu caminho se cruzar com um antigo colega que o despreza e o culpa pela morte de seu antigo parceiro. Com a sucessão de mortes a má propaganda cresce exponencialmente. Pressionado por seu tio para reabrir o centro comercial, Yeong-min é obrigado enfrentar as suas inseguranças. Na resolução deste caso, estará a sua redenção e a realização de que afinal, Yeong-min ainda é um bom polícial.



Durante as investigações Yeong-min se depara com um grande segredo que envolve funcionários, diretores do centro comercial e até seu tio. E em meio à tudo isso descobre que espelhos são muito mais que aparentam e que a morte nem sempre é o fim.

O filme trás algumas teorias bacanas, como da fragmentação da personalidade. E introduzido a idéia de que certas pessoas, ao passarem por experiências traumáticas se dissassociam de si mesmos. E veem no espelho um outro "ser" e não se reconhecem mais como indivíduos ao olhar para seus próprios reflexos.



Trás também uma teoria mais espiritual que diz que existem duas realidades e e dois "eus". O seu reflexo é na verdade uma outra versão de si vivendo em outra realidade. E que quando um morre, o outro pode sobreviver. Mas quando isso acontece é impossivel ver seu reflexo em espelhos.



Os filmes coreanos investem muito de psicologia, sons, e sequências de ação implícitas ao invés de uma abordagem chocante e direta. O Gore é uma ótima ferramenta, mas o diretor deste filme Kim Sung-ho faz um trabalho incrível de se concentrar em estilo e poesia através de movimentos, e você realmente ter uma profunda sensação de escuridão e paranóia. Pode render uma boa reflexão ao compará-lo com "Espelhos do Medo"

Achei a abordagem interessantíssima, eu mesmo morro de medo de teorias e lendas envolvendo espelhos. Mas apesar da grande possibilidade narrativa, o filme não foi bem aproveitado. As teses acerda da outra realidade e do "outro eu" não foram tão bem exploradas e ficou como um plot superficial e secundário. O desenvolvimento dos personagens e a atuação dos atores também não convencem. O protagonista é devagar e demora a reagir à situação.

Porém, fazendo jus ao nome, o uso dos espelhos foi muito bem aproveitado os efeitos visuais e a fotografia são impecáveis e apesar da morosidade da história a paranóia e o terror psicológico se fazem bem presentes.

Nota do filme: 6/10


segunda-feira, 25 de fevereiro de 2013

Zalgo


Todos nós estamos habituados hoje em dia com o termo "meme", mas não sabemos a profundida que uma palavrinha de 4 letras pode ter na nossa realidade.



Dizem que sua origem foi por volta de 2004 em um fórum chamado SomethingAwful e seu criador seria Dave Kelly, também conhecido como "Shmorky", um animador de Flash. Segundo o criador, Zalgo afeta apenas quadrinhos, desenhos animados e ilustrações, e não a realidade em si (contrariando 99% das histórias sobre Zalgo)... A não ser, claro, que ele esteja mentindo... O que é BEM PROVÁVEL.



Zalgo é um meme obscuro que não está presente em qualquer site, mas se procurar é fácil de encontrar imagens e tirinhas. O meme transmite a idéia de caos, desordem e horror. Sua imagens e tirinhas causam desconforto e arrepios a quem vê. Normalmente esse meme não faz muito sentido e as tirinhas começam com temas amenos com personagens conhecidos até que repentinamente muda para algo abissal.

Olha que bonitinho. eita! pera!!


Podem haver referencias escondidas como "Zalgo wuz heer (Zalgo esteve aqui)" ou então pelo sua frase mais caracteristica "He Comes (Ele vem)".



Zalgo propriamente dito não aparece mas pode ser definido como "horror", uma criatura de terror extremo. Ele é conhecido como "Aquele Que Aguarda Atrás Das Paredes" e "Hivemind Nezperdian". Ele é uma abominação, não tem olhos e tem sete bocas. Sua mão direita segura uma estrela morta e sua mão esquerda segura uma “Vela Cuja Luz é Sombra”, e está manchado com o sangue de Dhaegar Am. Seis de suas bocas falam em línguas diferentes. Quando chegar a hora, a sétima deve cantar a canção que encerra a Terra.



É um meme que toma proporções bizarras e um certo senso de existência factual. Já existindo até mesmo "ritual de invocação de Zalgo" (Nota do autor: Eu NAO tive as caras de rodar esse vídeo)



Eu vi uma teoria interessante que vou tomar a liberdade de copiar aqui:

Em 1920 o escritor H.P. Lovecraft criou a criatura Cthulhu, cujo nome também pode ser pronunciado como “KAH-THOO-LOO” or “CHA-THOO-LAH”. Ele seria um Deus maligno do caos que possuía milhares de seguidores, todos fanáticos, Esse Deus exigia sacrifícios e era fonte de loucura ilimitada. Após o seu lançamento em "The Call of Cthulhu", o personagem de Lovecraft tornou-se famoso dentro da cultura nerd como um dos mais malignos deuses, sendo bem conhecido até hoje. Semelhanças com Zalgo? Não é coincidência. A presença dos tentáculos, o caos, a falta de sentido estão presentes em ambos os casos, o meme foi claramente influenciado por ele.
Mas o pior é que não é só isso.
Se eu dissesse a você que muitos acreditam que Lovecraft baseou seu personagem em um deus existente que realmente foi cultuado?

Esse "Deus" sumério (persa em algumas traduções) seria de onde Lovecraft tirou sua inspiração, sendo que a história se torna obtusa em alguns pontos. Não vou tentar aqui transmitir a história toda mas tentarei dar a você a verdadeira mensagem de Zalgo.
Esse Deus, essa entidade em muito se difere do diabo descrita na Bíblia, ele não deseja tomar o mundo, derrubar Deus de seu posto ou comandar exércitos, essa talvez seja a pior parte.
É a Loucura.
É isso que ele deseja. Está bem claro no resultado das pesquisas ao culto e ao temor que os sumérios tinham a ele. Ele quer ver o mundo se devorar, as pessoas se destruírem. comumente são relacionadas ao culto orgias e matanças sem fim, como se fossem uma coisa só. Dor e prazer, vida e morte, criação e destruição. Eu não entendo o que isso significa, espero que você também não.
Zalgo,  Cthulhu e o Deus Sumério. Seriam apenas coincidências? Ou talvez uma mensagem por trás de tudo? Talvez os três sejam faces da loucura do ser humano, dos pequenos desejos suicidas e homicidas escondidos dentro de cada um. Ou algo externo?
Fonte: http://creepyattic.blogspot.com.br/search?q=zalgo



Eu acrescento algo que essa teoria deixa passar batido.

Os sumérios são uma civilização intiquissima e deles que surgiram criações que transformaram o mundo e nos trouxe até aqui. Exemplo? Os sumérios foram os primeiros a criar a escrita. Deles surgiram todas as codificações que hoje usamos para nos comunicar.


Daí eu relembro a você a conceituação de meme como um "virús" que se espalha de mente a mente.

Existem algumas teorias de alguns historiadores, esotéricos, ocultistas, que os sumérios tinha um conhecimento muito além do que podemos imaginar e que a sua linguagem era a mais completa que já existira. Acredita-se que os sumérios conseguiam "programa" a mente dos indivíduos usando apenas a voz. Seria a transmissão de um vírus cerebral atravéz da palavra?

Bom, esses paralelos podem parecer bobagem para muita gente mas e se fosse real. Seria que esse tal Deus sumério da loucura (que eu não consegui descobrir o nome ainda) encontrou o jeito de contaminar a todos e voltar à essa realidade?



Larvas

Diz a ciência e a razão que a amnésia alcoólica se dá devido à intoxicação do cérebro, que em dado momento "desliga" as áreas responsáveis pela codificação e lembranças passadas.

Mas... e se a amnésia fosse na verdade um mecanismo de defesa contra algo bem mais perturbador?

Existe um (por falta de definição melhor) parasita chamado Larva Astral. Ela são manifestações de espíritos de pessoas que viveram sua vida nos vícios e excessos. São entidades extremamente ligadas à vida material e que se perderam num processo de desumanização e aos vícios. Quanto mais se alimentam mais grotescas se parecem.

Aos poucos elas se tornam uma massa disforme de olhos, bocas, tufos de cabelo, pele e membros amorfos que procuram apenas se alimentar cada vez mais.

O que mais atrai as Larvas Astrais é, obviamente, o exagero de tudo que intoxica e é animalesco. Bebida demais, cigarro demais, jogatina demais, sexo demais. Elas surgem das sombras rastejando, murmuriando coisas sem sentido, grunindo e farejando o ar atrás de pessoas mais suscetíveis ao seu ataque. Quanto pior o ambiente mais larvas se aglomeram. Se pudéssemos ouvi-las seria como ouvir o inferno. Um coro de lamento, grunidos, choro e gritos guturais.

Quando se bebe demais e chegamos a um ponto em que passamos daquele limite do extremamente bêbado, às veze devido ao excesso, as defesas naturais do cérebro se desfazem e então passamos a ouvir e ver ao grotesco show de horrores que cerca o indivíduo. 

O ébrio verá as Larvas Astrais se aproximando e grudando em seu corpo, rastejando em sua pele disputando espaço. Verá elas, tal qual macabras sanguessugas, mordendo seu corpo com enormes bocas disformes e sugando seus fluídos. Algumas pessoas ficam cobertas de inúmeras larvas.

Normalmente o choque é tão grande que desmaiamos, entramos em choque e em grande parte dos casos esquecemos no dia seguinte. Acordamos sem lembrar de nada mas com dor de cabeça, desidratação, dores no corpo, algumas manchas roxas... São todas consequências físicas de atuação das Larvas Astrais

Contudo, alguns poucos azarados não são agraciados com essa defesa e são assombradas por anos, senão pela vida toda, com as imagens grotescas e os sons infernais dessas criaturas que podem estar bem ali, pertinho da mesa em seu bar preferido...

E aí, desce mais uma gelada?

domingo, 24 de fevereiro de 2013

Análise de filme: Enigma do Horizonte



Se você gosta de Dead Space VEJA ESSE FILME!!



Existem certos filmes que nos surpreendem. Esse filme é um grande exemplo! O ano é 2047, a exploração espacial é um negócio lucrativo e importante para o Planeta Terra. Uma das espaçonaves chamada Enigma do Horizonte, que faziam esse tipo de exploração, desapareceu misteriosamente.


Sete anos se passaram e para surpresa das autoridades seu sinal de socorro foi interceptado. Uma  missão de resgate é enviada para averiguar o estado da estrutura da nave e o que aconteceu com a tripulação. Um dos integrantes do resgate é o Dr. William Wier, o criador de Enigma do Horizonte e revela que trata-se na verdade de uma espaçonave de pesquisa militar. Ela é o protótipo da tecnologia que prometia quebrar as leis da física.


Qual a menor distância entre dois pontos? Simples! Dobrar o espaço tempo em um ponto só. O núcleo da Enigma do Horizonte consegue abrir um portal que poderia fazer a travessia de anos-luz em apenas um segundo.

Os sensores mostram leituras anormais. Há sinais de vida por toda a extensão da espaçonave mas nenhuma atividade. A energia e o suprimento de oxigênio estão desligados.

A missão de resgate resolve enviar alguns homens para confirmarem as leituras. Não demoram muito para descobrir o diário de bordo e a resposta cruel ao grande mistério.

Para onde teria ido Enigma do Horizonte?

Nota do filme: 10/10

O filme foi lançado em 97, daí você pode torcer o nariz por sua idade. Mas se der a chance não se arrependerá.



O história é envolvente e o climas é muito bem administrado. Não há grandes efeitos especiais mas a fotografia é linda e as cenas extremamente reais. O ritmo da narrativa não torna o filme enfadonho e te mantem sempre em um clima de tensão e suspense, você não consegue prever se ali naquela cena vai acontecer algo ou não.

 Merece uma atenção especial as cenas espaciais e a questão da gravidade zero. É incrível seu efeito sobre os líquidos e até mesmo sobre o corpo humano. A estrutura do cenário tanto da parte interna da nave quanto da exterior é convincente e foge dos clichês da década. As espaçonaves são retratadas num ambiente sombrio e claustrofóbico no melhor estilo alien.

Para quem tem NETFLIX é obrigatório conferir. Enigma no Horizonte supera muitos filmes de ficção e terror dessa década.

quarta-feira, 20 de fevereiro de 2013

Aquele canto...



Em quase todos os prédios, há um canto, um pequeno recinto que ninguém olha. É o canto no porão, que foi bloqueado por um sofá em desuso há anos, o espaço fino entre a parede e as pilhas e pilhas de caixotes cheios de lixo que você nunca usa, mas nunca poderia jogar fora, aquele pequeno vão que fica atrás daquela estante velha. O espaço que não vê luz do dia, ou qualquer outro tipo de luz. Onde a escuridão não se limita a dominar, mas praticamente escorrer para fora em torno das bordas de sua prisão.

Ninguém sabe ao certo quanto tempo um espaço deve permanecer escondido para que adquirira essa propriedade especial, nem se existem condições específicas que devem atender. Mas é uma ocorrência muito mais comum do que você imagina.




Em prédios mais novos, quando isso acontece, os moradores relatam sentir frio. Muitas vezes, quando passam perto, mesmo em sótãos durante o mais quente do verão lhe sobre um calafrio. Sempre pensam em tomar uma espiada para ver se há alguma coisa realmente lá, mas um medo instintivo, não natural os apreende, e logo eles saem da sala rapidamente, se não correndo. Uma vez deixado para trás, o sentimento passa, e é rapidamente esquecido, ou causa risadas.



O que realmente acontece nestes santuários esquecidos de escuridão? É impossível dizer. Muitas das vezes esses “cantos” quando observados acabam revelando absolutamente nada, enquanto que algumas almas corajosas perderam sua sanidade justamente por nada mais do que um olhar inoportuno na hora errada. A coisa mais segura a fazer, quando encontradas com tal fenômeno, feche seus olhos, retire o que estiver cobrindo a área em um único movimento, em seguida, segure firmemente o que você se afastou. Não importa o que você ouça ou sinta, não chegue perto, não olhe ao redor, e não tente tapar seus ouvidos. 


Você pode ser um dos sortudos.


Aquele indivíduo

Sabe aquelas vezes em que você está em algum lugar público, uma festa, um show. às vezes você percebe uma pessoa... como dizer... estranha... Ela não é exatamente esquisita, mas parece meio... deslocada... Parece que ninguém nota sua presença, e você rapidamente ignora também. Mas cuidado, se você os observa por muito tempo, ele irão notar sua presença também.


Certa noite você vai a uma balada de sempre, mas nesse dia você está com muito cansaço e desanimo então prefere ficar ali pelo bar tomando uma bebida e relaxando. Em dado momento começa uma música muito boa e seus amigos vão pra pista de dança e você fica ali no seu canto esperando.



Enquanto você está ali observando as pessoas você nota alguém. Essa pessoa não é estranha, mas parece... desloacada. Que estranho parece que está usando roupas muito largas para o seu tamanho.



Você fica um tempo observando essa pessoa até que subtamente ela olha diretamente para você. Um arrepio sobe sua espinha instantaneamente. Os olhos, eles são opacos, sem brilho, sem.... vida? Engraçado, parece que ninguém mais nota sua presença.
A figura então caminha em sua direção, te encarando diretamente. Quando chega perto toca levemente seu ombro e sorri. Outro arrepio de invade. Você sente a mão que era fria aquecendo rapidamente.



De perto você se surpreende, como essa pessoa é bonita, que belo sorriso. De surpresa você recebe um caloroso beijo.



Uma onda de sensações tomam conta de seus sentidos e nossa! que beijo gostoso! mas abruptamente tudo se torna extremamente desagradável. Você tenta mas não consegue se mover nem se desvencilhar do beijo. Em desespero você sente sua vida se esvaindo, suas forças acabando, sendo sugadas por aquele lascivo beijo.



Se alguém estivesse prestando atenção, veria uma coisa bem estranha. Uma pessoa engordando e outra emagrecendo. Mas parece que ninguém se dá conta de presença de vocês.



Um de de seus amigos se aproxima, está na hora de ir embora que tem outra festa pra ir. Uma pessoa muito bonita que estava te beijando diz ao seu amigo "algum problema?". Ele olha pra você confuso, parece não te reconhecer, e vai embora sem graça.


-><-


Ana está em uma balada de sempre, mas hoje está um saco, ela pensa entediada no bar enquanto toma mais uma tequila. Quem sabe mais algumas doses não me animam, ela deseja.


Enquanto Ana observa a pista de dança ela nota alguém...como dizer... estranho. Ela passa um bom tempo observando e ri, essa pessoa parece que está usando roupas de alguém 3 números a mais que ela e parece meio, deslocado. Do nada seus olhares se cruzam e Ana sente um arrepio subir sua espinha.



Você se aproxima e toca gentilmente o ombro de Ana, ela sorri pra você meio sem jeito com o arrepio que ela sentiu. Gentilmente você a beija.



Se alguém estivesse prestando atenção notaria uma coisa muito estranha. Você está engordando, e Ana emagrecendo.
Mas parece que ninguem nota a presença de vocês...