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terça-feira, 16 de abril de 2013

Rosana Parte II


Antes de tudo você precisa ler o início de tudo:



Uma das crianças que estava observando não quer esperar para ver o que acontece e corre de volta para a cidade. Segue em prantos direto para o padre e conta tudo o que estava acontecendo, dali segue pro pequeno bar, para a farmácia e vai correndo a cidade espalhando a notícia. Não demora muito a se juntar uma pequena multidão que marcha triunfante em direção à casa da bruxa.



Os homens mais novos e mais fortes vão na frente, cheios de hombridade e coragem. Mas ao chegarem perto da tosca cabana começam a ouvir estranhos barulhos. São gritos de desespero e de dor. São gritos animalescos e guturais de puro ódio. São risadas macabras e demoníacas. São barulhos de multidões sofrendo com se tivessem aberto os portões do inferno.

Tão rápido foi a multidão, tão rápido se desorganizou. Ninguém queria ir averiguar o que estava acontecendo. Começa uma discussão para ver quem seria o batedor e iria na frente. Os ânimos de exaltam e já estava começando a gritaria.

Um choro de criança ecoa da sombras das árvores, barulhos de ganhos quebrando, uma movimentação na penumbra. Uns 3 marmanjos fugiram de medo.

Sai uma garotinha, que estava no grupo de crianças a observar o que acontecia na janela. Ela estava pálida, sua boca roxa e o olhar catatônico. Seus olhos e ouvidos sangravam. Passado o primeiro susto as pessoas correm para socorrer a pobre garota.Tentam reanima-la sem sucesso. ela estava em um estado vegetativo e apenas balbuciava "ele tem fome... ele tem fome..."

Subitamente, silencio. Não há mais gritos, não há mais risadas, não há mais choro. A crescente apreensão que tomou o ambiente era quase palpável. todos olhavam para todos os lados, atentos à qualquer coisa.

A porta da casa se abre lentamente. Aquele típico rangido de porta velha abrindo preenche o ar. Uma coisa é jogada no meio da multidão que entra em panico quando descobrem que se trata da cabeça maltratada de Abgail.



Gritaria.

Rosana está parada à porta. Estava um pouco curvada com a camisola simples tingida de vermelho. Suas mãos e seu rosto igualmente cobertos de sangue. Ela segurava uma das crianças, agora uma massa disforme de carne e ossos, pelo pé. Ela sorria. Ninguém ousava nem respirar. O silêncio era angustiante.

Em sua mente Sallos cantava, ele estava logo atrás de Rosana que não conseguia resistir. Ela tinha que dançar.

Ela grita com uma voz que não era dela. Soava demoníaca: "TENHO FOME!" e avança direto para a multidão e o caos reina em meio ao pequeno destacamento de corajosos e, principalmente, curiosos. Ela arranha, morde, bate com toda a sua fúria sem ver à quem. As pessoas tentam correr e se defender e no meio da confusão muitas pessoas são pisoteadas.

A outrora frágil Rosana parece agora ter a força de 10 homens. Ninguém consegue detê-la, até em um momento ela pega uma criança que chora desesperada. Aquele som perece ter tirado Rosana daquele estado bestial e ela vacila por um momento.

Foi tempo suficiente para ter seu peito trespassado por uma lâmina. Os olhos de Rosana se tornam vermelhos como em brasa e a razão a abandona novamente.

Ela se vira para ver quem foi seu agressor. Era o filho do prefeito. O garoto mais popular e sádico entre os jovens. Era o que mais maltratava e o que pregava as piores e mais dolorosas/vexatórias peças nos mais fracos e esquisitões.

A visão daquele rosto foi como uma inveção de ódio em Rosana que num golpe rápido e certeiro agarrou a traqueia do garoto e sem dificuldades a torceu num sonoro estalo. A multidão vê o jovem rapaz se contorcendo, tentando se agarrar ao que lhe restava de vida. Sem sucesso. Seu pai gritava e tentava reanimar o cadáver em seus braços.

Quando se dão conta, Rosana havia fugido e todos seguiram seu rastro. Ferida e cansada ela segue para o único lugar que faria sentido em sua mente. Seu lugar secreto, seu esconderijo seguro. O roseiral.

Rosana se esconde nas sombras entre a densa mata, entulho e galhos, Sallos está do seu lado, ele faz um carinho no cabelo da garota assustada.



- O que aconteceu comigo? disse Rosana chorando. Eu não sou um monstro! Eu não fiz aquilo!!

Pranto.

Sallos olha diretamente em seus olhos e diz: 

- Sim, minha cara. Você não é um monstro, mas pertence à um!

E começa a rola no chão rindo.

- Você não entendeu? Pode até ter voltado à razão mas você... é... minha... 

Rosana estava cansada e ferida. Sem forças até para falar. Ela simplesmente deitou a cabeça no colo de seu único "amigo" e desistiu. Ele entendeu.

Sallos acariciando os cabelos sujos de Rosana começou a recitar algumas frases bem baixinho. Algo que Rosana não entendia, mas para ela soava como uma cantiga de ninar. Aos poucos ela foi perdendo a consciência e tranquilamente ela se entregou à inconsciência. Ela só queria descansar.

Sallos viu quando o último traço de racionalidade de Rosana se extinguiu e baixinho disse ao beijar sua testa. 

- Agora seu corpo é meu. E minha fome é sua. Levante minha pequena besta e vamos comer!

Se alguém visse Rosana naquele momento iria congelar de medo. Ela ficava de quarto com a coluna estranhamente torta. Seus membros pareciam desproporcionais à seu tamanho. Seus olhos eram de um vermelho vivo e seus dentes e unhas pareciam de um grande felino. Alguma coisa chama atenção de Rosana.



A multidão chega ao Roseiral com grande alvoroço, muitas pessoas falando, muitas tochas e lampiões. Aos poucos as pessoas foram se espalhando. Grande erro.

Na escuridão da noite gritos desesperados diziam que Rosana estava atacando os mais desatentos. Houve um breve início de confusão de novo mas o prefeito, movido à vingança pela morte prematura e cruel de seu filho, conseguiu reorganizar os poucos que sobraram.

"Se essa criatura é uma encarnação do inferno. Que ela queime como tal!"

E começou a incendiar as rosas e o matagal. Os outros homens fizeram o mesmo cercando Rosana num grande anel de fogo.

Iluminada pela luz do fogo eles viram ela montada em cima do cadáver de um jovem rapaz, lambendo avidamente sua mão suja de sangue. Ela não tentou fugir, simplesmente ficou ali encarando as pessoas enquanto o fogo chegava perigosamente mais perto.



O fogo rapidamente saiu do controle e se tornou um gigantesco incêndio. Não sobrou nada, apenas cinzas e os corpos queimados das vítimas de Rosana. Já seu corpo jamais foi encontrado.

Hoje a cidade cresceu, cheia de automóveis, engarrafamentos, pessoas e arranha-céus. A história de Rosana se tornou folclore local, uma história que as mães contam para seus filhos se comportarem. Mas alguns poucos, principalmente os mais antigos, sabem que a cada ano algumas garotas e garotos de 15 anos desaparecem misteriosamente e em todos os casos está, como uma assinatura macabra, uma rosa vermelha.


quinta-feira, 4 de abril de 2013

O motel

[Mais uma baseada num capítulo do seriado 13 medos - As imagens são do capítulo =) ]



Letícia vinha dirigindo a muitas horas, por uma rodovia que  é conhecida por ser interminavelmente grande e tediosamente reta. Já era madrugada e o cansaço começada a dar seus primeiro sinais. Ela foi informada no último posto em que abasteceu que seguindo em frente haveria um pequeno motel. Modesto mas aconchegante, disse o frentista.


Contentrada tentando localizar o motel, Letícia passou por uma mulher na beira da estrada acenando, provavelmente pedindo carona, mas o cansaço era maior e Letícia passou direto. O motel deve estar perto, pensava para se animar.

Um som baixinho veio do banco de trás, quando Letícia olhou no retrovisor havia uma mulher com um grotesco corte já necrosado em seu pescoço. A mulher então agarra Letícia gritando por socorro.

Um carro vindo na contra mão bozina e acorda Letícia, que agora estava bem preocupada. Ela tem o costume de viajar muito mas nunca dormiu no volante. 







Luzes afrente.

Piscava na escuridão: M O T E

Aliviada Letícia estaciona e segue direto para a recepção, que estava vazia. Ela bate algumas vezes na campainha até que surge um sujeito gordo, malcheiroso e com uma cara de péssimo humor.

Combinado os preços o homem pergunta se Letícia tem alguma preferencia de quarto. Já que ela era, até o momento, a única hóspede daquela noite. Ele fala de forma insinuante que sugeriria o quarto número 1 que era o mais proximo da recepção e abre um sorriso grotesco. Letícia com evidente asco escolho o mais distante, o quarto 13.


Chegando ao quarto, direto para a cama. Mal fecha os olhos, um barulho começa a incomodar. Era como um choro bem baixinho, um gemido, vindo do quarto ao lado.

Já irritada, Letícia bate na parede pedindo silêncio. O som para, porém, logo após surge outro. Dessa vez o som vinha de fora do quarto, ela olha pela janela e vê aquela mulher que estava na estrada sentada num balanço abandonado e bem enferrujado, encarando a janela do quarto 13. Elas trocam olhares e a mulher sai. Tem algo errado com essa moça, pensa novamente Letícia. O som recomeça mais alto no quarto ao lado. 

Os gemidos e o choro ficaram mais altos e mais desesperados. Letícia assustada corre até a recepção e bate repetidas vezes a campainha até o homem surgir novamente. Seu humor havia piorado.

Ela conta dos barulhos no vizinho e o homem disse que era impossível já que ela era a única hóspede. Letícia insiste e diz que vai ligar para a polícia. O homem tentando manter a calma respira fundo e pega a chave #12.

como era esperado o quarto estava completamente em silencio e vazio. O homem olha contrariado para Letícia e pergunta se pode finalmente voltar a dormir e sai resmungando.

Letícia volta constrangida. Ao fechar a porta o som recomeça. Ela encosta o ouvido na parede para tentar identificar o que era aquilo quando uma forma humanóide se projeta da parede.

Era como se alguem estivesse atrás de um pano e estivesse tentando rompê-lo. Essa forma gritou NÃO DEIXE QUE ELE TE VEJA!!


Com o susto Letícia tropeçou e caiu, batendo a cabeça na quina da cama.

Tontura. dor. sangue.

Ela cortou a cabeça, e se levantou devagar porém outro susto veio. Alguém tentava abrir a porta do quarto. Ela corre pelo quarto procurando um lugar para se esconder. Acaba trancada no banheiro.

Olhando pela fechadura viu a mulher que pedia carona entrar com um homem encapuzado. Eles conversam algo e o homem tenta assediar a mulher, que nega educadamente.

O homem se exalta e tenta agarrar a mulher à força. Ela luta e rasga a manga da blusa mostrando uma enorme cobra tatuada no braço esquedo do homem. Consegue se soltar e corre para o banheiro, mas o homem a puxa pelos cabelos e num golpe preciso corta sua garganta. A mulher agoniza no chão olhando diretamente nos olhos de Letícia.

Quando quedou inerte no chão o homem calmamente pegou uma marreta e abriu um buraco na parede e acomodou o corpo da mulher. Letícia que observava a tudo em pânico deixou escapar um gemido.

O homem ouviu.

Letícia tentou trancar a porta mas descobriu que o trinco estava quebrado, o homem veio furioso tentando abri enquanto Letícia tentava mantê-la fechada com as costas na parede e empurrando com as pernas. Mas o homem era mais forte e conseguiu esgueirar um braço e botar o pé para impedir a porta de fechar.

Tateando ele alcançou a perna de Letícia e puxou com força. A porta abre.


Tontura. dor. Sangue.

Ela cortou a cabeça, e se levantou devagar. Demorou alguns segundos para ela se recuperar do desmaio. Assim que se sentiu com os pés firmes correu para a recepção de novo. Gritou pelo homem que se assustou com a mulher invadindo sua sala e pegando um martelo numa caixa de ferramentas jogada ali no canto.

Ele foi seguindo aquela maluca perguntando o que estava acontecendo. A mulher gritava que sabia onde "ela" estava que era para ele chamar a policia.

Letícia voltou ao quarto e foi direto para a parede. Sem exitar começou a golpear com toda a força. O homem gritava nervoso que ela ia pagar o conserto, que ela tinha enlouquecido.

Batidas, batidas, batidas.

Um grande buraco já se formara na parede e um braço apodrecido se estende. Letícia olha assustada para o homem mostrando o achado.

Ele sorri e arregaça as mangas. Uma grande cobra surge tatuada em seu braço esquerdo. rapidamente ele saca uma faca e ataca Leticia que no susto desviou no último segundo, ainda levando um corte severo no rosto.

Ela ficou no chão sem reação, o homem se aproxima tranquilamente e num golpe certeiro corta sua garganta. 

Seu humor parecia ter melhorado.






Amanda odeia dirigir à noite, mas parece que não existe lugar para passar a noite naquela maldita rodovia. Ainda bem que o frentista do posto disse que havia um motelzinho ali perto. Na falta vai esse mesmo.

Enquanto tentava achar esse tal motel, ela passou por uma mulher na beira da estrada gesticulando. Esses hippies tem muita coragem de ficar pedindo carona no meio dessa escuridão, eu que não paro.

Um barulhinho no banco de trás. Quando Amanda olha pelo retrovisor quase perde o controle do carro. Uma mulher com um grande corte no pescoço e no rosto a agarra gritando por ajuda.

segunda-feira, 1 de abril de 2013

Duas almas

[Escrevi esse texto baseado no primeiro capítulo de uma série chamada 13 medos (disponível no NETFLIX, beeem ruizinha ahahah) e também aproveitando o dia da mentira]

Hoje é um dia especial.

Pedro e Carol completam hoje sua segunda década de casamento. Estão todos ansiosos, Pedro preparou uma noite especial para sua amada mulher. A muito tempo eles não tem uma noite tranquila, sem os seus filhos para atrapalhar, Miguel de 17 anos e Ana de 8.

Tudo estava combinado, Miguel já era um rapazinho e iria tomar conta da casa e de sua irmãzinha. 

Carol está com um mau pressentimento, coisa de mãe. Ela quer avisar aos vizinhos que vão sair mas Pedro a acalma. Eles moram em um condomínio seguro e tranquilo, e como eles são novos na vizinhança não conhecem os vizinhos. Ela acata e se acalma.

No caminho o casal conversa animado. Pedro fazia suspense sobre o que tinha planejado para essa noite especial. Carol desiste de tentar descobrir a surpresa quando começa a tocar a música deles no rádio. Ela fica toda animada e acaricia o marido com amor. Eles estão felizes.

Carol começa a retocar a maquiagem e Pedro começa a observá-la. Como é linda, como a ama mesmo depois de tantos anos de casados. Ele fica encantado, sua mulher parece que emite uma luz própria.

Uma luz forte envolve o casal. Faróis vem em direção contrária e o consequente choque. Carol é arremessada pelo para-brisa seu corpo pousa ensanguentado no capô retorcido da pickup afrente. Pedro foi protegido pelo cinto de segurança, mas a colisão foi forte e fica dificil se manter consciente. 

Antes de apagar, Pedro observa o outro motorista. Um homem branco, de cabelos pretos e uma grande cicatriz cruzando o lado esquerdo do rosto. Aos poucos a vida deste indivíduo se esvai, e Pedro se entrega à inconsciência.

O casal está feliz conversando animadamente no carro. Pedro observa sua mulher, como ela é bela, como a ama mesmo depois de tantos de casamento. Carol para de se maquiar e diz "olhe para a estrada" Pedro parece hipnotizado e Carol grita diversas vezes "olhe para a estrada" e começa a chorar sangue.

Pedro preocupado limpa a face de sua amada, incrédulo. Olha para os seus dedos... sangue??? Quando ele vai perguntar para Carol ela está completamente ensanguentada e deformada. "OLHE PARA A ESTRADA".

Susto. Desorientação. Escuro. Onde estou? Parece um hospital...

Pedro, apesar de sobreviver, estava muito ferido. A colisão frontal foi em alta velocidade.

O médico faz algumas perguntas de rotina para garantir que não havia sequelas cerebrais ao paciente, visto que estava em boas condições chamou um estranho. Era um agente da policia que veio pegar esclarecimentos. Pedro não gostou muito, não queria conversar mas não teve muita escolha.

- O senhor se lembra do que aconteceu?
- Eu estava com a minha mulher no carro, tocou nossa música no rádio e não me lembro de mais nada.
- O senhor trafegou pela contra-mão, e na curva colidiu de frente com uma pickup que vinha no sentido contrário
- E minha mulher!!! ONDE ELA ESTA???
- ....

Pedro chora, se sentia culpado. Por que ela e não ele??

O policial continua:

- O senhor por acaso conhecia o homem do outro carro?
- Não! Como poderia conhecer??
- Ele era procurado pela polícia de 8 Estados...
- Eu... não me sinto bem...
- Entendo, me desculpe...

Assim que o policial fecha a porta Pedro cai no sono. Não se sabe por quanto tempo ele dormiu, quando acordou tarde da noite o quarto estava escuro e ele morria de sede. Tateou pela mesinha ao lado da cama tentando encontrar um copo quando ouve "procurando por isso?"

No canto do quarto um homem estava sentado, segurando o copo de forma delicada. Ele era muito elegante, vestido num justo terno preto, sua fisionomia não era muito visível pois as sombras cobriam seu rosto, mas dava para notar que sua tez era pálida.

O estranho se levantou e serviu Pedro que bebeu devagar e desconfiado tentando reconhecer aquele indivíduo.

- Pedro, Pedro... Você fodeu tudo não é mesmo?
- Como? Quem.... é você?
- Sua mulher está morta e por culpa de quem? (dá um tapinha no ombro machucado de Pedro)
- Saia daqui seu desgraçado, ou eu vou chamar a enfermeira!!

Pedro começa a apertar o botão para chamar a enfermeira ou alguém mas nada acontece. O homem ri, arranca da mão de Pedro o botão e o começa a apertar também e faz uma cara de deboche dando de ombros.

- Você amava sua mulher, Pedro?
- Mas é claro!! Eu faria tudo para salvá-la...
- BINGO!! Resposta certa!! E se eu te dissesse que há uma forma de salvá-la?
- Você é louco ou sádico?? Ela está morta! É claro que não....


Alguém toca a mão de Pedro. Quando ele olha não acredita em seus olhos. Era Carol sorrindo pra ele, linda e radiante! Pedro tenta perguntar algo ao estranho indivíduo, mas ele tinha sumido. Um aperto em sua mão. Não era Carol era aquele homem.

- Quem... Quem é você?

O estranho se aproxima um pouco, a luz parece fugir de seu rosto mas Pedro conseguiu notar os olhos estranhamente negros.

- Ah Pedro... Você é um cara inteligente, não faça perguntas que já sabe a resposta. Veja, eu posso trazer sua mulher de volta, e você ainda poderá salvar a vida daquele homem que morreu no acidente. Pense bem... Duas almas...
- Em troca do quê??
- Eheheh... Duas Almas....(resmunga alguma coisa...)
- Em troca do que????
- Isso é mero detalhe, você não precisa saber...

Pedro está atormentado, mas é a única chance de salvar sua amada. Redimir seu erro, tão pequeno, mas com consequências tão colossais... Ele estava disposto a dar sua alma ao demônio pelo seu amor! Ele não se importava mais consigo mesmo.

- Do que você precisa?
- Digamos que eu sou um cara... moderno. Relaxa, não precisa assinar um contrato em papiro com seu sangue isso é tão brega! (solta uma risada)
- E o que eu faço? Um beijo?
- Você não é meu tipo. E pare de assistir seriados! Eles são mentirosos!! (outra risadinha) Apenas diga "de acordo" e me de um entusiasmado aperto de mão. Imagine que sou um vendedor e você acabou de comprar o carro dos seus sonhos para viajar com sua esposa!! Ops.... (ele tava a boca de um modo debochado e gargalha novamente.)

Pedro estende a mão.
- De acordo...
- O que, eu não ouvi-iii... ANIMO!!
- DE ACORDO!

Apertaram as mãos.

Escuridão. Estrada. Música. Risada.

- Olha amor!! Nossa música está tocando no rádio!!

Pedro demora a se orientar. Ele está no carro. Sua mulher está retocando a maquiagem. Não é possível!! Deu certo!! Ela está viva!!

Carol pergunta à seu marido se está tudo bem, ele ficou estranho do nada. Aconteceu alguma coisa? Não meu amor! Diz ele com uma risada nervosa... Ele parece apreensivo, como se algo fosse acontecer...

Quando uma velha pickup vem na direção contrária, Pedro solta um suspiro nervoso e diminui a velocidade e parece que só volta a respirar quando o outro carro está longe. Ele encosta o carro.

- Você está bem Pedro? O que está acontecendo contigo
- Sim!! É que eu....você..... Eu te amo!!! Mudança de planos!
- Como? E a surpresa?
- Ah.. surpresa tive eu!! Vamos pra casa, eu vou cozinhar para você, a gente curte um pouco as crianças e depois tomamos um demorado banho de banheira.
- Mas você não queria...

Pedro a interrompe com um beijo lascivo e dá meia volta sorridente. Carol não entende nada mas estava gostando da animação do marido.

Chegando em casa Pedro é tomado de um mal pressentimento. Em frente à sua casa ele cruza novamente com aquela velha pickup. Eles passam devagar lado a lado. Pedro nota a grande cicatriz no rosto do homem. Definitivamente era o cara que ele tinha batido... O homem da pickup o encara com um olhar frio e vazio. Algo está errado.

Pedro estaciona o carro e desce correndo. A porta está aberta? Ele entra desesperado.

Carol ainda está entrando em casa quando ouve Pedro gritar em desespero do quarto de seus filhos.

***

O policial pergunta para Carol o que aconteceu, ela não sabe explicar. Ela está muito nervosa, chorando descontroladamente e não consegue falar direito. Mostram para ela uma foto de um homem branco, cabelos pretos e uma grande cicatriz cruzando o lado esquerdo do rosto.

Dois enfermeiros cochicham entre si
- Era esse o homem?
- Ela não viu. Só se lembrou de ter notado a cicatriz grotesca.
- Esse homem é procurado em vários estados. Ele é um serial killer cruel. Sempre tortura antes de matar. São tantas vítimas que já não se tem mais uma proporção de quantas vidas ele já tirou. Sempre crianças...

O policial se aproxima de Pedro.

- Desculpe senhor mas precisamos que...
- Duas almas por.... 
- O quê?
- Duas almas....

Pedro estava sentado na escada balançando e balbuciando baixinho. Quando o policial tocou em seu ombro ele diz com um riso estérico de quem entendeu uma piada macabra.
- Duas almas por duas almas...Duas almas por duas almas...Duas almas por duas almas!!!!

quarta-feira, 27 de março de 2013

Obra Prima


Minha obra prima... Sei que você não pode me ouvir mas, por favor, aceite minha confissão, minha oferenda. Você não me conhecia, mas eu te conheço há muito tempo. E eu não sei se eu deveria dizer isso, mas ... Eu te amo.



Eu te amo tanto, que eu construí todo um mundo para você, para que você possa viver  para sempre. Um reino para uma deusa. Eu o concebi apenas depois que eu a vi em sua mais perfeita forma.

Acredite! Eu não estou bravo com você, nem magoado. Sei que você rejeitou meu amor por estar confusa, talvez por eu ter tomado a iniciativa de me declarar inadvertidamente. Eu sei, o amor as vezes assusta.

Quando eu te empurrei da sacada não foi de raiva, eu não queria, mas você está destinada a ser minha. Você não vê?

Eu desci correndo desesperado com medo de perdê-la. Mas quando te alcancei percebi que você era a minha deusa da beleza e da perfeição.



Você estava tão bonita ali, com seus olhos sonhadores ternamente fechada. Sua pele quase translúcida, que parecia estar ficando mais e mais pálida a cada segundo. A forma como os seus membros foram torcidos, delicadamente mutilados nas articulações para formar uma visão tão sobrenatural de vulnerabilidade...

Oh, que deve ter sido uma queda tão longa. Não só o edifício possuir altura incrível, mas eu sei como o mais glorioso dos anjos deve cair mais longe. Oh, meu anjo. Meu anjo se contorceu no chão. Sua carne macia havia sido raspado apenas nos lugares certos, revelando a formação artística de seu corpo interno, as curvas e formas de seus ossos.

Ninguém jamais poderia apreciar tal visão, apenas eu, o escolhido! Eu admirava a curvatura do seu pescoço, inclinado num perfeito angulo 90 graus para a direita e um pouco torcido para trás leve e delicado.

Assim que eu te vi em sua divina forma, eu precisava chegar mais perto, tocar você. Eu tremia em antecipação enquanto meus dedos deslizavam para baixo do seu sagrado corpo, certo de onde ele já estava começando a se dividir. Ele surpreendeu-me com emoção, fazendo-me pensar a cada segundo no seu gracioso voo.



E eu te carreguei... Não se preocupe, eu fui cuidadoso, certificando-me de que não danificaria o que restou de seu corpo. Alguns fragmentos do seu crânio caíram no caminho, mas eu era rápido e os coletava e os colocava para dentro. Não se preocupe, você ainda estava em uma peça quando eu trouxe para casa. Eu te trouxe para colocar na minha cama, com os braços quebrados cruzados sobre seu peito.

Você parecia com os corpos bonitos em contos de fadas antigos. Ainda mais quando eu te vesti com o vestido de casamento da minha mãe. Corri em meu estúdio e peguei meus materiais. Já os tinha separado a muito tempo, pensando nesse momento crucial!

Uma grande tela, arames, pregos, resinas, conservantes, formol e materiais químicos

Então te transformei em minha obra prima, um quadro eterno e perfeito de sua divindade. Eu criei a sua vida após a morte, o seu reino encantado onde você existe absoluta! Um pouco como o mundo que você merece. Então eu poderia continuar amando você, você e suas feridas.



Eu te tornei eterna, A me contemplar com seus olhos enegrecidos, seu salvador. Você vai viver de novo, com amor e beleza que nunca morrerá, suas feridas sempre serão frescas, e seus ossos contorcidos e mutilado como quando te encontrei. Talvez você não será de sentir o meu toque... Mas pela primeira vez.... Nossos fluidos irão se misturar, se confundir. Perfeita comunhão... Meu suor, meu sêmem  môrno. O seu sangue frio ...

Não se preocupe, meu amor.

Eu vou ser tão gentil.... como sempre fui....

segunda-feira, 4 de março de 2013

Análise de filme: Faces







Hyun-min trabalha para a polícia como perito em reconstruções faciais, examinando, remontando e interpretando crânios. Sua filha sofre de problemas cardíacos e é submetida a um transplante de coração, e como sua condição se deteriora, perde o interesse em seu trabalho. Hyun-min suspeita de que a doença de sua filha depois que a operação é causada pelo coração, embora seu médico, Dr. Yoon, diga-lhe que sua filha está passando por complicações pequenas e previsíveis.



Atormentado, Hyun-min encerra seu trabalho para cuidar de sua filha de tempo integral. Enquanto isso, a polícia está lidando com uma série de casos de assassinatos bizarros, onde a vítima teve todo o seu corpo dissolvida com ácido, deixando apenas os ossos para trás. Sun-jovem traz o crânio da vítima quarto para Hyun-min, na esperança de que ele vai ser capaz de reconstruir o rosto. Com o crânio em sua casa, a sua filha começa a experimentar visões de uma mulher perturbada com uma túnica branca.



Hyun-min reconstrói o rosto da vítima, e logo descobre que todos eles sofriam de uma doença (fictício), conhecido como 'beta-alergia ". Testes revelam que a filha Hyun-min tem a doença, o que significa que ela pode ser a quinta vítima. 

Romance floresce entre Hynu-min e Sun-young, e durante suas investigações, eles descobrem uma conspiração de transplante de órgãos: As vítimas de assassinato foram mortas por partes de seus corpos, e torna-se evidente que o Dr. Yoon sabe mais do que ele está deixando diante.

Nota do filme: 8/10


Esse filme vale a pena ser assistido. O desenvolvimento da trama tem um ritmo próprio mas muito adequado. Os fatos e acontecimentos surgem no momento certo e o climax se mantém durante todo o filme. Os personagens são muito bem construídos, e fugindo um pouco dos padrões de filmes orientais (principalmente coreanos) a interpretação dos atores é fantástica.



É muito bacana como é retratado o ofício da perícia em crânios, os procedimentos são mostrados de forma bem detalhada mas sem deixar o filme enfadonho. O filme te mantém interessado, durante toda a ação do filme ainda tem essa "novidade" para acrescentar.



As cenas de terror propriamente ditas são espetaculares. Todos sabemos que os filmes orientais trazem um terror mais psicológico que cenas chocantes. Esse filme não foge à regra, as aparições do fantasma da mulher, os sonhos de Hynu-min são de uma carga emocional pesada e condizentes com a trama.



O final do filme não é surpreendente, mas também não é 100% previsível, eu fui pego de surpresa em algumas revelações derradeiras e elas fizeram todo o sentido no contexto. Não senti nenhuma ponta solta ou  nenhuma ideia forçada, deslocada no enredo.

O filme está dispónivel no Netflix =)

terça-feira, 26 de fevereiro de 2013

Análise de filme: Into the Mirror





O ex-polícia Yeong-min era conhecido e renomado pelas suas façanhas na corporação e principalmente pela sua perícia em tiro. Contudo em uma situação de reféns em que  por erro, culminou na morte de seu parceiro. Culpado e assombrado pelo passado ele se entrega à solidão e ao alcoolismo.


Em breve ocorrerá a reinauguração de um grande centro comercial, palco de um terrível incendio anos atrás. Yeon-min é chefe de segurança do complexo, por um favor de seu tio que lhe oferece o cargo. Mas alguns dias antes do grande evento ocorre uma morte misteriosa de uma funcionário no banheiro. A polícia está convencida de que se tratou de um suicídio, mas a intuição de Yeon-min e sua experiencia dizem o contrário. Até que começam a ocorrer uma série de mortes misteriosas. A mídia dá ampla cobertura ao caso, a policia está sem rumo enquanto isso Yeong-min resolve investigar por conta própria. Seu caminho se cruzar com um antigo colega que o despreza e o culpa pela morte de seu antigo parceiro. Com a sucessão de mortes a má propaganda cresce exponencialmente. Pressionado por seu tio para reabrir o centro comercial, Yeong-min é obrigado enfrentar as suas inseguranças. Na resolução deste caso, estará a sua redenção e a realização de que afinal, Yeong-min ainda é um bom polícial.



Durante as investigações Yeong-min se depara com um grande segredo que envolve funcionários, diretores do centro comercial e até seu tio. E em meio à tudo isso descobre que espelhos são muito mais que aparentam e que a morte nem sempre é o fim.

O filme trás algumas teorias bacanas, como da fragmentação da personalidade. E introduzido a idéia de que certas pessoas, ao passarem por experiências traumáticas se dissassociam de si mesmos. E veem no espelho um outro "ser" e não se reconhecem mais como indivíduos ao olhar para seus próprios reflexos.



Trás também uma teoria mais espiritual que diz que existem duas realidades e e dois "eus". O seu reflexo é na verdade uma outra versão de si vivendo em outra realidade. E que quando um morre, o outro pode sobreviver. Mas quando isso acontece é impossivel ver seu reflexo em espelhos.



Os filmes coreanos investem muito de psicologia, sons, e sequências de ação implícitas ao invés de uma abordagem chocante e direta. O Gore é uma ótima ferramenta, mas o diretor deste filme Kim Sung-ho faz um trabalho incrível de se concentrar em estilo e poesia através de movimentos, e você realmente ter uma profunda sensação de escuridão e paranóia. Pode render uma boa reflexão ao compará-lo com "Espelhos do Medo"

Achei a abordagem interessantíssima, eu mesmo morro de medo de teorias e lendas envolvendo espelhos. Mas apesar da grande possibilidade narrativa, o filme não foi bem aproveitado. As teses acerda da outra realidade e do "outro eu" não foram tão bem exploradas e ficou como um plot superficial e secundário. O desenvolvimento dos personagens e a atuação dos atores também não convencem. O protagonista é devagar e demora a reagir à situação.

Porém, fazendo jus ao nome, o uso dos espelhos foi muito bem aproveitado os efeitos visuais e a fotografia são impecáveis e apesar da morosidade da história a paranóia e o terror psicológico se fazem bem presentes.

Nota do filme: 6/10


segunda-feira, 25 de fevereiro de 2013

Zalgo


Todos nós estamos habituados hoje em dia com o termo "meme", mas não sabemos a profundida que uma palavrinha de 4 letras pode ter na nossa realidade.



Dizem que sua origem foi por volta de 2004 em um fórum chamado SomethingAwful e seu criador seria Dave Kelly, também conhecido como "Shmorky", um animador de Flash. Segundo o criador, Zalgo afeta apenas quadrinhos, desenhos animados e ilustrações, e não a realidade em si (contrariando 99% das histórias sobre Zalgo)... A não ser, claro, que ele esteja mentindo... O que é BEM PROVÁVEL.



Zalgo é um meme obscuro que não está presente em qualquer site, mas se procurar é fácil de encontrar imagens e tirinhas. O meme transmite a idéia de caos, desordem e horror. Sua imagens e tirinhas causam desconforto e arrepios a quem vê. Normalmente esse meme não faz muito sentido e as tirinhas começam com temas amenos com personagens conhecidos até que repentinamente muda para algo abissal.

Olha que bonitinho. eita! pera!!


Podem haver referencias escondidas como "Zalgo wuz heer (Zalgo esteve aqui)" ou então pelo sua frase mais caracteristica "He Comes (Ele vem)".



Zalgo propriamente dito não aparece mas pode ser definido como "horror", uma criatura de terror extremo. Ele é conhecido como "Aquele Que Aguarda Atrás Das Paredes" e "Hivemind Nezperdian". Ele é uma abominação, não tem olhos e tem sete bocas. Sua mão direita segura uma estrela morta e sua mão esquerda segura uma “Vela Cuja Luz é Sombra”, e está manchado com o sangue de Dhaegar Am. Seis de suas bocas falam em línguas diferentes. Quando chegar a hora, a sétima deve cantar a canção que encerra a Terra.



É um meme que toma proporções bizarras e um certo senso de existência factual. Já existindo até mesmo "ritual de invocação de Zalgo" (Nota do autor: Eu NAO tive as caras de rodar esse vídeo)



Eu vi uma teoria interessante que vou tomar a liberdade de copiar aqui:

Em 1920 o escritor H.P. Lovecraft criou a criatura Cthulhu, cujo nome também pode ser pronunciado como “KAH-THOO-LOO” or “CHA-THOO-LAH”. Ele seria um Deus maligno do caos que possuía milhares de seguidores, todos fanáticos, Esse Deus exigia sacrifícios e era fonte de loucura ilimitada. Após o seu lançamento em "The Call of Cthulhu", o personagem de Lovecraft tornou-se famoso dentro da cultura nerd como um dos mais malignos deuses, sendo bem conhecido até hoje. Semelhanças com Zalgo? Não é coincidência. A presença dos tentáculos, o caos, a falta de sentido estão presentes em ambos os casos, o meme foi claramente influenciado por ele.
Mas o pior é que não é só isso.
Se eu dissesse a você que muitos acreditam que Lovecraft baseou seu personagem em um deus existente que realmente foi cultuado?

Esse "Deus" sumério (persa em algumas traduções) seria de onde Lovecraft tirou sua inspiração, sendo que a história se torna obtusa em alguns pontos. Não vou tentar aqui transmitir a história toda mas tentarei dar a você a verdadeira mensagem de Zalgo.
Esse Deus, essa entidade em muito se difere do diabo descrita na Bíblia, ele não deseja tomar o mundo, derrubar Deus de seu posto ou comandar exércitos, essa talvez seja a pior parte.
É a Loucura.
É isso que ele deseja. Está bem claro no resultado das pesquisas ao culto e ao temor que os sumérios tinham a ele. Ele quer ver o mundo se devorar, as pessoas se destruírem. comumente são relacionadas ao culto orgias e matanças sem fim, como se fossem uma coisa só. Dor e prazer, vida e morte, criação e destruição. Eu não entendo o que isso significa, espero que você também não.
Zalgo,  Cthulhu e o Deus Sumério. Seriam apenas coincidências? Ou talvez uma mensagem por trás de tudo? Talvez os três sejam faces da loucura do ser humano, dos pequenos desejos suicidas e homicidas escondidos dentro de cada um. Ou algo externo?
Fonte: http://creepyattic.blogspot.com.br/search?q=zalgo



Eu acrescento algo que essa teoria deixa passar batido.

Os sumérios são uma civilização intiquissima e deles que surgiram criações que transformaram o mundo e nos trouxe até aqui. Exemplo? Os sumérios foram os primeiros a criar a escrita. Deles surgiram todas as codificações que hoje usamos para nos comunicar.


Daí eu relembro a você a conceituação de meme como um "virús" que se espalha de mente a mente.

Existem algumas teorias de alguns historiadores, esotéricos, ocultistas, que os sumérios tinha um conhecimento muito além do que podemos imaginar e que a sua linguagem era a mais completa que já existira. Acredita-se que os sumérios conseguiam "programa" a mente dos indivíduos usando apenas a voz. Seria a transmissão de um vírus cerebral atravéz da palavra?

Bom, esses paralelos podem parecer bobagem para muita gente mas e se fosse real. Seria que esse tal Deus sumério da loucura (que eu não consegui descobrir o nome ainda) encontrou o jeito de contaminar a todos e voltar à essa realidade?



domingo, 24 de fevereiro de 2013

Análise de filme: Enigma do Horizonte



Se você gosta de Dead Space VEJA ESSE FILME!!



Existem certos filmes que nos surpreendem. Esse filme é um grande exemplo! O ano é 2047, a exploração espacial é um negócio lucrativo e importante para o Planeta Terra. Uma das espaçonaves chamada Enigma do Horizonte, que faziam esse tipo de exploração, desapareceu misteriosamente.


Sete anos se passaram e para surpresa das autoridades seu sinal de socorro foi interceptado. Uma  missão de resgate é enviada para averiguar o estado da estrutura da nave e o que aconteceu com a tripulação. Um dos integrantes do resgate é o Dr. William Wier, o criador de Enigma do Horizonte e revela que trata-se na verdade de uma espaçonave de pesquisa militar. Ela é o protótipo da tecnologia que prometia quebrar as leis da física.


Qual a menor distância entre dois pontos? Simples! Dobrar o espaço tempo em um ponto só. O núcleo da Enigma do Horizonte consegue abrir um portal que poderia fazer a travessia de anos-luz em apenas um segundo.

Os sensores mostram leituras anormais. Há sinais de vida por toda a extensão da espaçonave mas nenhuma atividade. A energia e o suprimento de oxigênio estão desligados.

A missão de resgate resolve enviar alguns homens para confirmarem as leituras. Não demoram muito para descobrir o diário de bordo e a resposta cruel ao grande mistério.

Para onde teria ido Enigma do Horizonte?

Nota do filme: 10/10

O filme foi lançado em 97, daí você pode torcer o nariz por sua idade. Mas se der a chance não se arrependerá.



O história é envolvente e o climas é muito bem administrado. Não há grandes efeitos especiais mas a fotografia é linda e as cenas extremamente reais. O ritmo da narrativa não torna o filme enfadonho e te mantem sempre em um clima de tensão e suspense, você não consegue prever se ali naquela cena vai acontecer algo ou não.

 Merece uma atenção especial as cenas espaciais e a questão da gravidade zero. É incrível seu efeito sobre os líquidos e até mesmo sobre o corpo humano. A estrutura do cenário tanto da parte interna da nave quanto da exterior é convincente e foge dos clichês da década. As espaçonaves são retratadas num ambiente sombrio e claustrofóbico no melhor estilo alien.

Para quem tem NETFLIX é obrigatório conferir. Enigma no Horizonte supera muitos filmes de ficção e terror dessa década.

quinta-feira, 21 de fevereiro de 2013

Analise de filme: 13 Fantasmas


Serei breve nos comentários ao filme pq quero me concentrar mais no qeu vale a pena e que é pouco falado nos post: A história dos fantasmas


13 fanstasmas é uma readaptação de um filme de mesmo nome da década de 60. Trás uma história envolvente e alucinante, e foge dos padrões e clichês dos filmes de terror de sua década. O filme se passa quase todo no mesmo cenário, que é muito bem construído e com um cuidado especial nos pequenos detalhes o que trás um senso de realismo muito bacana.

A maquiagem é um elogio à parte, é muitissimo bem feita. É muito simples e natural e os fantasmas realmente parecem extremamente reais. 

Já a questão atuação é um fraco do filme, os protagonistas não passam verdade e os personagens não tem apelo emocional o que te deixa distante. Contudo os atores que fazem os fantasmas, esses sim merecem muitos elogios. Um elogio especial à Angry Princess, a preferida de 90% dos fãs do filme.

Pelo menos à mim, a trilha sonora nao convenceu.

O enredo é envolvente e muito bem explicado, as reviravoltas na trama são bacanas apesar de um pouco previsíveis.



Nota: 8/10

O filme vale a pena ser visto e entrete! Os fantasmas são um show a parte e são todos os 12 dignos de nota. 






Uma rapida explicação da história:

Cyus Kriticus, um homem muito rico e poderoso, é um colecionador inveterado. Suas coleções são admiradas por todos e muito conhecidas, mas sua obsessão o levou à uma busca fascinante e assustadora. Cyus Kriticus coleciona Fantasmas!

Com a ajuda de um médium Dennis Rafkin, eles partem em busca de 12 fantasmas com muita sede de vingança. Na ocasião da captura do 12o fantasma Cyus é ferido mortalmente sem ver a sua mais ambiciosa coleção ser finalizada.
Arthur Kriticos, é um homem fracassado, perdido após o falecimento de sua mulher em um incêndio no hospital. Um professor que vive num modesto e pequeno apartamento com sua familia, dois filhos: Kathy a mais velha e muito vaidosa e o pequeno e curioso Bobby, assim como a faladeira babá Maggie. Eles são o que restou de parentes de Cyus e consequentemente acabam herdando toda a sua fortuna.

A família Kriticos descobre que o que sobrou da fortuna do falecido parente é uma exótica casa toda feita de vidro. Essa casa fica em um local isolado e é toda mobiliada com inúmeros artigos raros e valiosos das antigas coleções. Todos eles ficam maravilhados com tanto requinte e luxo! Mas mal sabem eles que na verdade eles acabaram de entrar em uma armadilha mortal.

No porão da casa, estão confinados os 12 fantasmas:

O Torso



A maioria das pessoas já fez uma aposta alguma vez. Para Jimmy Gambino, jogar era sua vida e morte. Um marginal e apostador inveterado, ele sempre teve a sorte de acabar dando a volta por cima. Larry "Chave-de-Cadeia" sempre alertou Jimmy para que ele não se atirasse de cabeça. Mas o Apostador não lhe deu ouvidos e acabou perdendo até o último centavo num jogo milionário de pôquer com um mafioso. Ele teria apostado sua mulher e filhos, se os tivesse, mas como não tinha família, o Apostador simplesmente fugiu para livrar-se de sua dívida de jogo. Mas Jimmy foi pego pela máfia, que decidiu fazer dele um exemplo. Aliás, vários pequenos exemplos, embalados em papel celofane.

Torso tem uma aparencia chocante e perturbadora mas acaba sendo o fantasma mais inofensivo dos 12.


A Mulher Estrangulada


Rica, linda e super popular, Susan LeGrow era invejada por todas as garotas da escola. Ela era uma atraente líder de torcida eleita rainha do baile de formatura. Apesar de ter ganho uma bolsa de estudos para uma faculdade importante do estado, decidiu ficar em sua cidade e casar-se com Chet, seu namorado da escola. Mas a sua vida perfeita terminou quando, na noite do baile de formatura, Chet flagrou Susan nos braços de Billy Bob. Ninguém sabe exatamente o que aconteceu naquela noite, porém, uma semana depois, o corpo de Susan foi encontrado enterrado no campo de futebol da escola. Ela havia sido estrangulada até a morte.


A Peregrina



Em 1675, a órfã Isabella Smith deixou a Inglaterra esperando achar um lar numa vila da Nova Inglaterra. Mas problemas começaram logo após sua chegada. Os moradores da vila não confiavam em forasteiros. Quando os animais da cidade começaram a morrer misteriosamente, o padre acusou Isabella de bruxaria. Ela negou, mas todos se voltaram contra ela. Além dos animais mortos sem explicação, o padre também ficou doente. Os aldeões condenaram Isabella à morte na fogueira. Momentos depois Isabella saiu, misteriosamente, ainda viva, sem uma queimadura na pele. Então, ela foi sentenciada à ficar aprisionada no tronco, em praça pública diante de todo o povo da cidade. Lá, ela ficou por semanas, apedrejada por crianças, amaldiçoada e cuspida, e a humilhação foi demais. Isabella acabou definhando e morrendo.

Princesa Revoltada


Essa é a favorita de 90% das pessoas!  A princesa revoltada era uma jovem cuja beleza foi sua ruína. Dana Newman foi abençoada com a beleza de uma deusa, mas amaldiçoada pela incapacidade de reconhecê-la. Sempre à procura da perfeição, nem um único fio de seu cabelo podia estar jamais fora do lugar e mesmo sendo incomparavelmente linda, Dana parecia uma bela psicótica que nunca acreditou na própria beleza. Sempre enxergando defeitos insignificantes em seu corpo, ela cortava-se toda para reparar os "erros" que só ela via. Finalmente desistindo da tentativa de atingir a perfeição, ela cortou os próprios pulsos na banheira. Quando foi encontrada, dizem que continuava tão linda na morte quanto havia sido em sua vida - apesar de ter o corpo coberto por centenas de profundos cortes.



 O Chacal




Ryan Kuhn, o homem que se tornou o "Chacal", nasceu em 1887, filho de uma prostituta. Ryan criou um desejo doente e insaciável por mulheres atacando prostitutas com uma habilidade animal. Para curar seu apetite sexual insaciável, ele mesmo se internou num manicômio. Após anos presos num quarto acolchoado, ficou totalmente louco e arranhou tanto as paredes, que suas unhas foram arrancadas. Os médicos o mantinham sempre na camisa-de-força, apertando mais quando tinha ataques, torcendo terrivelmente seus membros. Lutando para se soltar, Ryan roeu a camisa-de-força. Então os médicos puseram uma gaiola em sua cabeça, e o confinaram numa jaula, num porão escuro. Lá, desenvolveu total repulsa pelo contato humano, berrando sempre que alguém se aproximava. Quando o manicômio se incendiou, todos fugiram, menos Ryan. Ele fugia dos bombeiros, gritando, "Fiquem longe de mim!". Para Ryan, agora era preferível a morte do que ser tocado por qualquer pessoa.


O Príncipe Dilacerado




Em 1953, Royce Clayton era o super astro do beisebol da Escola Valley High, usando aonde quer que fosse sua jaqueta do uniforme do time com suas iniciais. Tudo era dado a Royce numa bandeja de prata e ele se achava intocável e melhor que todo mundo. Numa certa noite, entretanto, este arrogante imitador de James Dean foi longe demais. Ele desafiou um marginal local para um pega de carros até a beira de um penhasco e achou que a vitória estava no papo. Só que não conseguiu frear a tempo e acabou transformando-se no astro de um terrível acidente automobilístico, tendo todo o lado direito de seu corpo e seu rosto dramaticamente dilacerado e retalhado, aposentando definitivamente seu taco.



A Mãe Horrenda e O Bebezão 




São os meus preferidos!  Margaret shelburne era uma mulher tímida que nunca se defendia, principalmente porque só tinha 90cm de altura. Desde pequena, todos encarnavam ela por isso. Sua própria mãe, às vezes, vestia-a como uma boneca. Depois da morte de sua mãe, Margaret passou a viver nas ruas. Um dia, um homem chamado Jimbo, junto com seus amigos-capangas, sequestraram e aprisionaram Margaret, forçando ela a viver numa jaula. Uma noite foi estuprada por Jimbo, que tinha um poderoso machado e era conhecido como "golpe de ferro". Então nasceu Harold, o bebê gigante de 140kg.



Harold foi mimado e bajulado desde o nascimento por Margaret, que tentou criá-lo para ser seu protetor e para levar a cabo seu plano de vingança contra Jimbo e seus capamgas, que eram lenhadores. Com o mal costume, Harold nunca aprendeu a se cuidar, então, usou fraldas a vida toda.Sempre sofrendo gozação dos capangas de Jimbo, que não os deixavam em paz. Mas Margaret pretendia usar seu filho gigante para se vingar de Jimbo e seus ajudantes. Harold tornou-se um fã ardoroso do machado de Jimbo, e, em pouco tempo, já derrubava fileiras inteiras de árvores enormes. Mas logo ele trocou as extração madeireira pela humana, gritando "Madeira!", cada vez que cortava um dos capangas de Jimbo pela raiz. Após Harold ter "derrubado" todos os capamgas, não obteve sucesso na hora de matar Jimbo, que tomou o machado de Harold e mutilou mãe e filho muito além da nossa imaginação. 


O Martelo




George Markley era um ferreiro honesto em 1890, antes dos eventos horríveis que fizeram dele "O Destruidor". Um operário chamado Nathan, acusou injustamente George de roubo, ameaçando expulsá-lo da cidade. George infrentou Nathan e se recusou a partir. Um dia, sua esposa e filhos vinham do mercado, quando foram atacados e mortos por Nathan e seus homens. Furioso, George perseguiu Nathan e seus homens, e os massacrou com o seu martelo de ferreiro. Os cidadãos arrastaram George de volta à sua loja, onde aplicaram uma forma brutal de justiça. Amarrado numa árvore, cravaram pregos em seu corpo com seu martelo. Concluíram a tarefa, cortando fora sua mão, grotescamente presa ao membro decepado, estava a preciosa ferramenta, o martelo, pronto para a ultima chance de vingança.


A Amante Acidentada



Jean Kriticos era uma mãe carinhosa e boa esposa. Extrovertida e inteligente, a mãe mais popular nas reuniões de pais e mestres, ela dedicava todo o seu tempo à sua família. Seu marido a amava e seus filhos a idolatravam. Mas sua felicidade chegou ao fim em uma noite funesta. Depois de decorar a árvore de natal, a família se aconchegou diante da lareira. À noite, uma acha rolou, incendiando o tapete. Foi quando ocorreu um terrível acidente e ela morreu tentando salvar os filhos - com seus sonhos de um lar feliz destruídos para sempre.


O Filho Primogênito




O pequeno Billy Michaels adorava vestir-se como seus heróis, os caubóis da TV. O menino de sete anos nunca obedecia à sua mãe, o que fez seu pai dar-lhe o apelido de "Billy, o pestinha." Seus pais, entretanto, nunca o repreenderam e o pequeno Billy sempre fazia absolutamente tudo o que queria. E agora Billy arrepende-se de não ter ouvido sua mãe, quando ela lhe disse para não brincar de caubóis contra índios com um arco e uma flecha de verdade e recomendava a ele que não atirasse a flecha para o alto.



O Destruidor




Horace Mahoney era um gigante de 2,10 metros. Sua mãe o abandonou quando pequeno e seu pai o fez trabalhar no ferro-velho. Lá, Horace passou a adolescência sozinho destruindo e esmagando carros velhos. Seu pai morreu, e sem ninguém no mundo ele enlouqueceu. Suas primeiras vítimas foram duas caronistas. Levou-as ao ferro-velho e as rasgou com suas mãos dando os pedaços aos cães. Muitas mortes se seguiram. Gostava de atrair motoristas perdidos ao ferro-velho onde quebrava cada osso de seus corpos. Mas sua sorte acabou, quando Horace pegou uma policial disfarçada. Foi preciso 12 homens para dominar o gigante, três morreram quando Horace escapou das algemas. Mas a luta de Horace chegou ao fim quando cinco policiais dispararam 50 tiros nele. E para garantir, outro pente de balas em seu corpo inerte.